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CFA

Você precisa saber dar um feedback

Por Sebastião Luiz de Mello

 

Em toda história do mundo, a comunicação é decisiva para as relações: Chefes de Estado primam pelos seus pronunciamentos, personalidades públicas da pequena e alta importância temem o mau uso das suas colocações, escutas telefônicas estão na mira da mídia, inclusive no mundo menos afamado o que se fala e o que se entende é crucial para amizades ou animosidades.

Por isso, não há o que se discutir sobre a relevância da comunicação. Quem não se comunica se estrumbica e pronto, o desastre já está profetizado. O que de fato importa agora são as ferramentas de comunicação que surgem dia-a-dia.

Quando a ciência faz uma descoberta que salva vidas é um noticiário atrás do outros, todos querem saber mais a respeito, assim também quando uma nova tecnologia vem facilitar a vida das pessoas. Nada de querer fazer comparações, mas salta aos olhos o fato de que pouco se fala e se tem interesse quando se trata de uma nova ferramenta de comunicação. Afinal, como já foi dito, a comunicação é decisiva, cria guerra ou cria paz, cria traumas ou cura a alma, gera depressão ou salva vidas.

Como você tem usado a sua comunicação? Está ciente do bem ou mal que tem causado?

Ressalta-se aqui o FEEDBACK. Uma ferramenta difundida no meio organizacional, mais precisamente na relação líder e subordinado, mas que também deve ser usada na relação de pares, amigos, familiares. Estudou-se, experimentou-se e foi encontrado um meio de criticar sem machucar, eis o que é FEEDBACK.

Comece sempre um feedback assim: Preferencialmente em particular, ressalte primeiro o que a pessoa tem feito de positivo, depois fale claramente o que precisa ser melhorado, no final ressalte porque você acredita que ela é capaz de melhorar. Se possível, na parte intermediária, concentre-se no processo em questão ao invés de ser na pessoa, por exemplo: ao invés de falar “você não atende os meus telefonemas”, diga “os telefonemas não são atendidos”. O “você” tem um tom pessoal e nesse caso é mais agressivo ao outro. Não diga “a sua falta de atenção compromete a qualidade”, opte por “é preciso ter atenção à qualidade”. É claro que o feedback faz parte de um diálogo, por isso esteja sinceramente interessado no que o outro tem a dizer. E, ao final da conversa, se tiver que apontar algo negativo novamente, não se esqueça de fazê-lo entremeado com falas positivas.

Agora, se você não conseguiu encontrar nada de positivo na pessoa para iniciar e finalizar seu feedback, então não está pronto para iniciar esse diálogo. Porque todos têm algo de bom a ser enaltecido, porém você não observou a pessoa o suficiente para perceber isso e não merece que ela lhe dê atenção para as suas críticas.

Ademais, a característica de um bom feedback é o agradecimento que o receptor faz ao final. Quanta excelência receber um agradecimento após fazer uma crítica!!

E, para finalizar, cabe esclarecer que Feedback é uma expressão em inglês que pode ser traduzida em português como “retroalimentação”. Ou seja, é o retorno que se dá sobre uma ação ou inação. Todo mundo precisa de um retorno e até gostaria realmente de saber se o que está sendo feito está agradando. Dessa forma, importante dizer que o Feedback deve ocorrer de forma cíclica e não apenas uma vez.