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Liderança humanizada, equipe respeitada

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por imprensa 03/12/2015 17h02

Por Adm. Sebastião Luiz de Mello

Liderança é um assunto muito recorrente no mundo das organizações, sejam elas públicas ou privadas. O tema também é tema de palestras motivacionais e está sempre em pauta em algumas disciplinas de cursos superiores como Administração por exemplo. Entretanto, será estamos sabendo liderar? Será que o conteúdo repassado em aulas, seminários e livros está, de fato, sendo colocado em prática?

Muito tem se falado da atual crise que o país está passando. É uma crise moral e política, mas que traz reflexos indesejados na economia. Resultado: empresas contendo gastos – quando não encerram suas atividades -, consumo caindo, juros altos, desemprego e por aí vai. Percebemos que ainda não apareceu um líder de verdade para enfrentar esse momento com firmeza e coerência. Por isso, a resposta para os questionamentos feitos acima é NÃO.

Não estamos sabendo liderar. A teoria ajuda e orienta, todavia é a prática que vai moldar este líder para enfrentar as mais diversas situações a que ele e a equipe forem expostos. E o que observamos na administração pública e nas empresas? Líderes apáticos e frios que vão causar, em suas equipes, um efeito cascata.

Uma equipe é reflexo da liderança que é exercida sobre ela. Um líder distante e indiferente vai gerar, em seus liderados, as mesmas reações. É óbvio, nesse caso, que os resultados esperados estarão aquém do almejado. Quem perde com essa desídia coletiva? A empresa e o cliente, sem dúvida.

Infelizmente este tipo de liderança tem se tornado muito comum. Afinal, o que está acontecendo com nossos líderes? Em tempos de crise, é primordial a atuação mais proativa do líder. É ele quem vai inspirar a equipe a não esmorecer tão rapidamente diante dos desafios. Para ter esse comportamento motivador, o líder precisa entender e internalizar dentro de si que o centro de toda gestão é o ser humano. Se ele não oferecer uma gestão e liderança humanizadas, não vai conseguir convencer a equipe a “comprar” suas ideias e a vestir a camisa da empresa.

Quer virar o jogo dessa situação? Invista no essencial humano! Nada mais inteligente do que focar a gestão para as pessoas. Para tal, o líder precisar esquecer um pouco de si e olhar mais o outro. Comece, por exemplo, reconhecendo as conquistas da equipe. Parece bobagem, mas é possível motivar pessoas não apenas com salário, mas também valorizando o bom trabalho que realizam.

Além de elogiar, é preciso dar oportunidades para esta equipe crescer. O líder tem, ainda, que ter um tratamento respeitoso e cordial com todos. Essa postura aumenta, na equipe, a vontade de mostrar bons resultados. Outra atitude assertiva é saber ouvir sugestões e ser franco com a equipe: se for para elogiar, elogie; se for para criticar, que seja sem ofender ou humilhar o funcionário. Não há nada mais massacrante que trabalhar em um ambiente aonde o líder, que deveria ser a figura inspiradora da equipe, faz severos julgamentos sem apontar caminhos e soluções. Pior: que não dá a oportunidade de o outro melhorar profissionalmente.

Para tornarem-se verdadeiramente competitivas, as organizações públicas e privadas precisam rever seus conceitos de liderança e gestão. Se o foco não está no ser humano, preciso fazê-lo desde já. Em pleno século XXI, não há mais espaço para o líder coercivo e agressivo, que não abre espaço para o compartilhamento de ideias e empurra na equipe decisões extremistas causando a destruição da criatividade dos colaboradores.

            Não quer ser esse modelo de líder então busque por uma liderança agregadora, democrático e confiável. Aposte, ainda, na capacidade de ouvir e compreender o lado do funcionário. A regra é simples: pratique uma gestão humanizada, olho-no-olho. A crise será menos drástica para aquelas organizações melhor lideradas e, para tal, invista no ser humano, no essencial humano, pois a maior vantagem competitiva de uma empresa é o ser humano feliz, motivado e satisfeito.

Adm. Sebastião Luiz de Mello

Presidente do Conselho Federal de Administração