Você está aqui: Página Inicial / Ações do CFA / Artigos de Adm / rba / Contingências Econômicas para os Administradores

CFA

Contingências Econômicas para os Administradores

Por Adm. Edilson dos Santos Alves

 

Recentemente, muito se tem falado sobre as crises econômicas que os países desenvolvidos estão enfrentando a partir dos problemas financeiros que se iniciaram em 2008. Como as teorias econômicas afirmam, a economia funciona oscilando de forma cíclica e as crises são partes naturais desse processo. Uma forma que podemos usar para a verificação histórica desse pensamento é a de simplesmente fazer análises de problemas econômicos como, por exemplo , a Grande Depressão da década de 1930, a Crise do Petróleo da década de 1970 ou ainda a própria crise econômica atual dos países detentores das maiores economias do planeta, sobretudo nos Estados Unidos e na região ao sul da zona do Euro.

Em uma recente viagem pelo Velho Continente tive a oportunidade de debater com cidadãos europeus e imigrantes  residentes na região sobre os problemas cotidianos causados pela crise, e algumas coisas que chamam muito a atenção, uma delas que nos salta aos olhos, é a preocupação que a população como um todo tem com a política e com as ações  governamentais, isso mesmo antes da crise. Outro fato que também é de extrema importância é o real efeito no cotidiano da população, como a alta taxa de desemprego, a quantidade de jovens que saem das universidades e não conseguem uma colocação no mercado de trabalho, a transição de jovens para os países que apresentam condições melhores, o cancelamento de ações assistencialistas do governo etc.

Além de o Administrador estar atento ao cotidiano das empresas, é necessário estar atento ao ambiente em que a organização atua, ou mesmo nos acontecimentos mundiais,
atento a índices econômicos, bolsas de valores, políticas, previsões e planejamentos etc.

Os resultados dessas relações de causas e efeitos são, sem dúvida, extremamente danosos para a economia local, refletindo no cotidiano das empresas públicas e privadas. É nesse contexto de instabilidades que o Administrador do setor público ou privado atua. Além de o Administrador estar atento ao cotidiano das empresas, é necessário estar atento ao ambiente em que a organização atua, ou mesmo nos acontecimentos mundiais, atento a índices econômicos, bolsas de valores, políticas, previsões e planejamentos etc.

O ambiente externo à empresa é de suma importância para atingir os objetivos da  organização. Nós, administradores, costumamos fazer Benchmarking (que a grosso modo é o processo comparativo entre concorrentes para a busca das melhores práticas) nas empresas. Por que não usarmos essa estratégia de aprendizado para resistir a problemas econômicos?

Com base nessa análise, nós, administradores brasileiros atuantes tanto no setor público quanto no setor privado, devemos aprender com os acertos e as falhas dos outros países. Devemos nos preparar para administrar qualquer contingente, até aqueles mais  desconhecidos da nossa atual realidade.

---------------------------------------------------------

Adm. Edilson dos Santos Alves Bacharel em Administração pela Universidade Paulista (UNIP) e
Pós-Graduando em Economia Urbana e Gestão Pública pela Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo (PUC -SP)