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Atuação exemplar

Por Adm. Sebastião Luiz de Mello

 

A Polícia Federal ascende a um patamar de aceitação e respeito por parte da população, o que confirma como a ação desta instituição é importante para a correção de rumos em vários níveis de atuação de setores importantes da sociedade brasileira.

Uma das principais integrantes da lista das instituições nacionais mais respeitadas e de maior credibilidade perante a população, a Polícia Federal (PF) detêm hoje invejáveis índices de resultados positivos em sua atuação nos mais diferentes níveis.  Os que integram o quadro de policiais na ativa recebem do cidadão brasileiro aprovação acima da média habitual entre seus congêneres. Graças a este trabalho diuturno as notícias sobre corrupção, lavagem de dinheiro, má gestão de recursos públicos, repressão aos crimes de contrabando de drogas, armas, cargas roubadas e outras ilegalidades, o noticiário jornalístico e as estatísticas oficiais demonstram a ação de uma PF que tem desbaratado inúmeras operações ilegais que ocorrem no país.

Basta abrir um jornal ou revista ou sintonizar os canais de notícias das redes de televisão e rádio, para se deparar com manchetes que já se tornaram rotineiras mostrando os resultados da ação desta instituição por meio de operações cujos desfechos reafirmam a qualidade deste tipo de trabalho. Apenas como alguns exemplos mais recentes cita-se a Operação Caixa de Pandora — em que os agentes federais cumpriram dezesseis mandados de busca e apreensão em Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF) – revelando um esquema de corrupção que atingiu antigos governadores, secretários e deputados. Em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Maranhão, Amazonas e Rondônia, a Instituição desencadeou a Operação Miquéias, visando desarticular organizações criminosas com atuações em lavagem de dinheiro e má gestão de recursos públicos. Na ocasião foram presas dezesseis pessoas que irão responder por gestão fraudulenta, operação desautorizada no mercado de valores mobiliários, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

No rastro dessas ações, foi também deflagrado a Operação Projeto Brasil — de combate ao crime de difusão de imagens com conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes pela internet. Cerca de duzentos agentes cumpriram nada menos do que quarenta mandados de busca e apreensão em catorze estados brasileiros. Mas uma das mais famosas destas ações foi a Operação Satiagraha — que detectou desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro, quando a PF apreendeu documentos comprovando o pagamento de propinas a políticos, juízes e jornalistas. A Operação Sanguessuga desarticulou uma organização criminosa especializada na prática de crimes contra a ordem tributária e fraudes em licitações na área da saúde, em especial para a compra de ambulâncias. Integravam a quadrilha funcionários públicos que atuavam no Ministério da Saúde e na Câmara dos Deputados. Outros crimes – exploração ilegal de jogos eletrônicos (máquinas caça níqueis), contrabando de drogas, armas e cigarro; receptação de cargas roubadas e outros ilícitos – são alvos constantes da PF brasileira.

É importante frisar que as ações da PF vêm desarticulando também quadrilhas internacionais de tráfico de drogas, principalmente em localidades fronteiriças como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. E, em sua busca pela Justiça a instituição cumpre o seu papel independente dos cargos exercidos pelos suspeitos. Há pouco tempo a PF realizou buscas no apartamento do governador de Mato Grosso, em operação que investiga esquema de crimes financeiros e lavagem de dinheiro por meio de empresas de factoring.

Apesar dos resultados positivos, a PF atravessa uma fase crítica. De acordo com a Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) o quadro de servidores vem envelhecendo — o que reduz o efetivo de pessoal ao longo dos últimos anos. Uma das consequências é que a categoria está, a cada dia, mais sobrecarregada. Por outro lado, o Sindicato dos Delegados de Polícia Federal de São Paulo (SINDPF-SP) constata a falta de equipamentos e materiais necessários ao melhor desempenho das funções, como novas viaturas, computadores e até mesmo de papel e toner para impressoras. Ambos afirmam que o salário dos profissionais da PF ficou por muito tempo defasado em relação às demais carreiras do executivo, obrigando esses profissionais, a contra gosto, manter um permanente estado de greve. Recentemente o governo concedeu reajuste salarial para a categoria.

De qualquer forma, as demonstrações de eficiência e empenho consolidaram o apoio da população a esta instituição, claramente destacado em pesquisas de opinião. Como demonstra o Ranking de Aprovação Popular das Instituições: 1º Forças Armadas 63%; 2º Polícia Federal 60%; 3º Guarda Municipal 42%; 4º Governo Federal 41%; 5º Governo Estadual 38%; 6º Polícia Civil; 35%; 7º Polícia Militar 34%; 8º Prefeitura 33%; 9º Agentes Penitenciários 30%; 10º Justiça/Poder Judiciário 30%; 11º Congresso Nacional 23%. Outra pesquisa denominada Imagem das Instituições Públicas Brasileiras, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), revelou que 75,5% consideram a PF como a instituição mais confiável, desta vez ficando à frente das Forças Armadas (74,7%). Também foram avaliados de forma positiva os juizados de pequenas causas (71,8%). O estudo comprovou que boa parte da sociedade perdeu a confiança nas instituições públicas, principalmente Câmara dos Deputados e Senado Federal; discorda do foro privilegiado; não admite que um político processado pela Justiça concorra em eleições e acredita ser urgente uma reforma política, entre outras ressalvas. Os números demonstram ainda que a população acredita que a corrupção pode ser combatida, discordam do foro privilegiado para pessoas que ocupam cargos públicos, como previsto atualmente na lei brasileira. Essas são as principais conclusões da pesquisa apresentada em audiência pública da Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados.

Tais dados confirmam como a ação da PF torna-se cada vez mais importante para a correção de rumos em vários níveis de atuação de setores importantes da sociedade brasileira, contribuindo definitivamente para a manutenção da sua confiabilidade. E não esqueçamos que há aí um dado alentador: os bons resultados se devem também às modernas práticas emanadas da área de Administração, com a eficiente utilização de princípios básicos como planejamento, coordenação, controle e, sobretudo, comprometimento em busca de uma instituição mais moderna e atuante.

 

Adm. Sebastião Luiz de Mello
Presidente do CFA