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Desafios para o Administrador Profissional nos 50 anos da regulamentação da profissão

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por Cleber Suckow Nogueira 23/02/2015 14h25
Breve explanação sobre os desafios para o administrador profissional nos 50 anos da regulamentação da profissão.

Por Cleber Suckow Nogueira

Faltam recursos, planejamentos mal elaborados, funcionários desmotivados, empresas fechando as portas, fracassos e mais fracassos na gestão de organizações públicas e privadas. Historicamente, a gestão de negócios no Brasil coleciona episódios que se destacaram pelo crescimento acelerado de grandes “impérios” industriais e comerciais, mas que por vários motivos, muitos culminaram no fracasso dos negócios e em alguns casos, no desaparecimento de grandes complexos industriais.

Francesco Matarazzo (Grupo Matarazzo), Assis Chateaubriand (Masp e TV Tupi), Roberto Marinho (Rede Globo), Ruben Berta (Varig), Attilio Fontana (Sadia), Antônio Ermírio de Moraes (Votorantim), Jorge Gerdau (Grupo Gerdau), dentre outras ilustres personalidades do mundo dos negócios ajudaram a construir a história do empreendedorismo no país. Alguns fracassaram e poucos conseguiram manter seus empreendimentos no mercado.

Muitas ferramentas de gestão não são novidades, pois existem há muito tempo. A maior dificuldade encontrada é saber utilizar estas ferramentas de maneira correta. Um médico, por exemplo, precisa saber utilizar seus instrumentais, como bisturi, pinça, estetoscópio, etc., para cuidar de seus pacientes. Já um gestor deve desenvolver um planejamento estratégico eficiente e eficaz para cuidar de sua empresa, pois será um momento de reflexão, discussão e interação entre as áreas estratégicas, táticas e operacionais, que avaliará as oportunidades do mercado, o perfil da concorrência, por meio de planos e definição de objetivos e metas.

Como um gestor irá motivar sua equipe, se não coloca em prática técnicas de negociação, como gestão de conflitos, negociação primal ou cognitiva? E a tomada de decisão de um gestor despreparado como fica? Será que ele sabe que o processo decisório é um dos campos mais multifacetados da ciência social e humana aplicada, influenciado pelos vieses emocionais e limitado por erros de percepção?

Percebemos que administração é coisa séria. E mesmo assim existem muitos “forasteiros” se dizendo administradores. De acordo com Silva (2013), a primeira razão para se estudar administração é o interesse em melhorar o modo como as organizações são administradas, afinal, todos interagem com todos, cada dia, dentro das organizações.

Para comemorarmos os 50 anos de regulamentação da profissão do administrador precisamos valorizar mais esta conquista e apenas um profissional pode fazer isso: você, administrador! Temos que ter orgulho de dizer que somos administradores e acabar de vez com este paradigma de autodestruição de nossa profissão.

Ser administrador é ser líder e estrategista. Não devemos imaginar que nossas carreiras serão especializadas. Dificilmente ficaremos para sempre em cargos estritamente técnicos e sem responsabilidades gerenciais. Nós, administradores não sabemos tudo, mas sabemos de tudo um pouco. Somos considerados especialistas e generalistas, pois o sucesso ou fracasso das organizações é dado em boa medida pela qualidade do processo de nossas ações para a tomada de decisão.

Referências.

DRUCKER, P. Ferdinand, O melhor de Peter Drucker: a administração. São Paulo: Nobel, 2002.

SILVA, R. O. Teorias da administração. 3. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2013.

Revista RBA

 Pesquisa Perfil 2015

Cleber Suckow Nogueira Bacharel e Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Católica de Santos - UNISANTOS. Pós-graduado MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas - FGV e Especialista Interdisciplinar em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo - FSP/USP. Professor do Centro Universitário Monte Serrat - UNIMONTE. Membro do Grupo de Excelência de Gestão de Instituições de Ensino Superior do Conselho Regional de Administração de São Paulo. Experiência de mais de 16 anos na gestão de serviços públicos municipal, com atuação nos setores de saúde pública; gestão orçamentária; gestão de contratos; custos; planejamento estratégico; projetos; dentre outras. Ocupei cargos de chefe de Departamento, Subsecretário de Gestão Administrativa e Secretário Executivo da Secretaria de Saúde Pública do município de Praia Grande. Atualmente ocupa o cargo de Coordenador de Planejamento na prefeitura do município de Praia Grande - SP. Sou pesquisador, consultor e palestrante de temas inerentes a gestão estratégica, administração pública e comportamento organizacional.
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