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RBA 73
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Editorial |
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Consumidor infantil e fantásticas novidades
A reportagem de capa desta edição da RBA trata de um assunto importante para o profissional de Administração: o mercado de alguns bilhões de dólares em todo o mundo voltado para pequenos consumidores. As crianças estão cada vez mais participativas nos processos de decisão de compra de sua família. Elas, hoje, iniciam muito cedo suas vidas de consumidoras e não exercem apenas o papel de influenciadoras, também representam um importante mercado, quando gastam o próprio dinheiro, fruto de suas “mesadas”, na compra de produtos e serviços. Na entrevista do mês, Carlos Osmar Bertero, diretor acadêmico do IDE/FGV, aborda a importância da gestão de recursos humanos, área à qual dedicou a maior parte de sua vida. Ele ressalta que enquanto as empresas insistirem no pensamento de curto prazo, elas seguirão administrando números, e não pessoas. Dentre outros assuntos destacados nesta edição, a RBA trata, também, do avanço do mercado de franquias, especialmente focadas na expansão do poder aquisitivo das classes B e C, agora atentas aos apelos do consumo. Como administrar marcas e patentes, de forma que as empresas mantenham por muito tempo a vantagem competitiva resultante da exclusividade de suas inovações e possam recuperar o investimento realizado. Este é outro importante tema desta edição. A RBA deste bimestre traz, ainda, duas grandes novidades. A primeira, o início da série “Nunca é tarde para recomeçar”. A partir da criação da história fictícia de Berenice Delphina Salgado, que aos 51 anos, viúva há um ano e meio, resolveu dar uma guinada em sua vida. Você vai entender quanto custa a instalação e funcionamento de uma pequena indústria de alimentos congelados e, com estes cálculos, analisar a viabilidade do projeto. A segunda, e a de maior impacto, é fruto de uma parceria com o MIT Sloan Management Review, publicação de grande prestigio internacional do MIT – Massachusetts Institute of Technology. Assim, a partir deste número os leitores da RBA terão acesso a conteúdos inéditos no país, com maior ênfase na área de tecnologia e inovação que certamente será de grande valia para nossos leitores. Neste número teremos dois artigos. O primeiro é uma entrevista com Julian Birkinshaw que traz para o debate a necessidade de valorização da administração e dos modelos de gestão, mais que apenas modelos de negócio. O segundo relata evento ocorrido no MIT sobre o aprendizado para a economia da crise financeira que vivenciamos recentemente, e como prevenir novas crises. Assim continuamos cumprindo nosso objetivo: oferecer ao nosso leitor sempre as mais variadas possibilidades de aumentar seu entendimento a respeito da gestão, da administração de maneira ampla. E, esperamos que seja de uma forma agradável e comunicativa.
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EDIÇÃO Ano XX
- N.º
77
de 2010
da RBA |
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Capa |
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O gigantesco mundo do s pequenos consumidores Por Guido Heleno
O mercado voltado para o segmento infantil não para de crescer e empreendimentos direcionados para este público, tem uma das mais altas taxas de retorno. Em todos os nichos, de produtos ou serviços, o que se vê é expansão. Este fenômeno não é apenas nacional, estando presente na maioria dos países. Como exemplo desse crescimento no Brasil, tomamos dados do segmento de vestuário infantil, que ocupa uma fatia em torno de 15% do mercado nacional e, de cinco anos para cá, vem apresentando uma média anual de crescimento acima de 6%. O ritmo de progressão deste mercado, de 2002 a 2007 é impressionante: 2002: US$ 1,7 bilhão; 2003: US$ 1,9 bilhão; 2004: US$ 2,1 bilhões; 2005: US$ 2,4 bilhões; 2006: US$ 2,41 bilhões; 2007: US$ 2,53 bilhões. Aproximadamente um bilhão de peças de vestuário são produzidas anualmente no Brasil, sendo que confecções para meninas representam cerca de 70% do total de peças vendidas. A expansão do consumo infantil – seja de roupas, brinquedos, cosméticos, calçados, entre outros produtos – se deve, em parte, aos anúncios veiculados nos intervalos dos programas de televisão.
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Entrevista |
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Força de trabalho: o principal ativo de uma empresa Por Tânia Mendes
Um dos maiores especialistas em gestão de recursos humanos e em estudos organizacionais e estratégia de negócios, o paulistano Carlos Bertero, diretor acadêmico do Instituto de Desenvolvimento Educacional da Fundação Getúlio Vargas (IDE/FGV), graduou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), pois à época – década de 50 – os cursos de Administração ainda não haviam sido criados. Ali integrou o primeiro experimento de pós-graduação realizado no início da década de 1960, na Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV). Ingressou no corpo docente da mesma escola, onde está hoje, e em seguida, passou cinco anos se especializando nos Estados Unidos, onde fez o mestrado na Michigan State University e o doutorado na Cornell University. Foi redator-chefe da “Revista de Administração de Empresas” e da “GV Executivo”, quando redigiu colunas e editoriais. É autor, entre outros, de “Gestão de Tecnologia na Indústria de Alimentos” e “Ensino de Administração no Brasil”. Entre as empresas e organizações que atendeu como consultor destacam-se Metal Leve, Promon, Banco do Brasil e GV-Consult. Atualmente dedica-se às áreas de Estratégia Empresarial e Organizações e leciona nos cursos de doutorado e no Programa de Educação Continuada para Executivos, no IDE, que tem como proposta servir de elo entre escolas e unidades da FGV e o mercado, oferecendo cursos de pós-graduação lato sensu, presenciais ou a distância, de aperfeiçoamento e extensão. Nesta entrevista, o professor Bertero refere-se à importância da Gestão de Recursos Humanos, área à qual dedicou a maior parte de sua vida. Ele ressalta que enquanto as empresas insistirem no pensamento de curto prazo, elas seguirão administrando números, e não pessoas. Mas é otimista quanto ao futuro, ao indicar que o Brasil estará entre as maiores e possivelmente mais influentes economias do mundo, o que terá impacto positivo nas empresas, públicas ou privadas, e na formação de uma nova geração de Administradores.
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Marcas e patentes |
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Administração de marcas e patentes Por Guido Heleno
A população aumenta, cresce o nível de escolaridade mundial e multiplicam-se os números de novos laboratórios, centros de pesquisas e desenvolvimento de produtos. O resultado é o crescente e contínuo lançamento de novos produtos e a apresentação de novas marcas. Mas o Brasil, apesar de seu potencial tecnológico na geração de novos produtos e na criação de novas marcas – comparativamente com países de menor expressão econômica – ainda se coloca timidamente no registro de marcas e patentes, sendo que esta prática é fator preponderante para o desenvolvimento e o aumento da competitividade empresarial. Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a inovação tecnológica é condição fundamental para o sucesso do processo relacionado aos sistemas produtivos. Divulga o INPI que cada vez mais empresas investem na criação de suas tecnologias. “No entanto, para orientar as atividades de pesquisa, poupar tempo e evitar gastos desnecessários, a busca de informação em documentos de patentes é fundamental. A documentação de patente é a mais completa entre as fontes de pesquisa. Estudos revelam que 70% das informações tecnológicas contidas nestes documentos não estão disponíveis em qualquer outro tipo de fonte de informação.” Assim, consultar o setor específico do INPI é fundamental para quem quer registrar ou adquirir o direito de uso de uma marca ou patente.
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Sucesso Empresarial |
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Pesquisa é a alma do negócio Por Tânia Mendes
Difícil imaginar um período eleitoral, seja municipal, estadual ou federal, sem as pesquisas de intenção de voto junto à população. Ferramenta eficaz para detectar com precisão posições e tendências dos diversos segmentos sociais, baseada em dados científicos, este tipo de aferição transformou-se, ao longo das décadas, em excelente instrumento para identificar problemas e buscar soluções. A empresa sergipana Única – Soluções Estratégicas, com sede em Aracaju, é especializada em pesquisas político-eleitorais e, mais recentemente, em pesquisas político-eleitorais e, mais recentemente, em pesquisas de audiência (rádio e televisão). A Única desenvolve metodologias e técnicas de pesquisas dentro dos padrões de erros amostrais e coeficientes de confiança exigidos pelo mercado. Como explica seu diretor, Alexandre Maynard Wendel, “a partir de 2004, a Única estruturou sua unidade de pesquisa, com metodologias e técnicas que permitem a obtenção de resultados com amostras representativas do universo de qualquer segmento estudado, dentro dos padrões de erros amostrais e coeficientes de confiança exigidos pelo mercado. Desenvolvemos projetos de análises multivariadas, com aplicações em campanhas publicitárias, políticas, segmentação de mercado, teste de produtos, imagem de marcas, entre outros”.
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Negócios |
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Nunca é tarde para recomeçar Por João Humberto de Azevedo e Guido Heleno
Aos 51 anos, viúva há um ano e meio, Berenice Delphina Salgado – Berê como é conhecida por seus amigos, fornecedores e clientes – recorda o que aconteceu naquele ano de 2008, quando perdeu seu companheiro de mais de 25 anos e, seis meses após, resolveu dar uma guinada em sua vida e não ser apenas uma viúva, preocupada com a casa e os filhos. Pressionada pelas despesas de manter a casa e ainda pagar a faculdade da filha Lenice, 20 anos, estudante de comunicação e, eventualmente, ajudar o filho mais novo em algumas despesas, começou a produzir marmitas para vender na repartição pública na qual seu falecido marido trabalhara por 30 anos. Aos poucos, a propaganda boca a boca foi surtindo efeito e, em seis meses, conseguiu multiplicar por cinco sua clientela. Em um ano, aquilo que era apenas um passatempo somado à vocação para culinária havia se transformado em uma oportunidade.
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Opinião |
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Concursos: 4 fundamentos Por Adm. Alexandre Cardoso
A Constituição Federal de 1998, em seu artigo 37, definiu o princípio da ampla acessibilidade aos cargos, empregos e funções públicas. Desde então, os processos de seleção pública obedecem aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Os candidatos têm sido submetidos a exames diversos e, em alguns casos, visando pontuação adicional, apresentação de comprovação de experiência profissional, formação acadêmica além do mínimo exigido e produção científica. Para cumprir a determinação constitucional, as instituições públicas passaram a buscar organizações que pudessem realizar o trabalho de seleção ou criaram, em suas áreas de recursos humanos, condições para a realização desse tipo de atividade. As instituições públicas de ensino superior e fundações que realizam concursos vestibulares foram as primeiras a oferecer tal tipo de serviço.
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Franquias |
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Concursos: 4 fundamentos Por Guido Heleno
Não é só o carnaval, os lugares turísticos, nossas riquezas naturais e craques de futebol que chamam atenção para o Brasil. Com a expansão das classes B e C, com maior poder aquisitivo e sujeito aos apelos do consumismo, o brasileiro passa a ser um público potencial para diversos fabricantes e franqueadores que estão colocando os pés nas principais capitais e importantes cidades interioranas. Este poderia ser até um louvável atestado de confiança dos investidores internacionais se não houvesse um perverso reverso da moeda, um lado preocupante em relação aos investidores e empreendedores brasileiros que se vêem, a cada dia, mais ameaçados pelo avanço internacional na disputa do nosso mercado. Porém, a postura mais recomendada a ser adotada não aponta simplesmente para a armação de defesas e o puro comportamento com perfil de Davi enfrentando Golias.
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MTI SLOAN |
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O Conselho Federal de Administração (CFA) fechou parceria com o MIT Sloan School of Management. Por meio do convênio, a RBA publicará artigos da instituição que é uma das cinco faculdades do Massachusetts Institute of Technology (MIT), localizado em Cambridge, Massachussets, nos Estados Unidos. O MIT é conhecido no mundo inteiro por ser um dos líderes mundiais em Ciência e Tecnologia. Além disso, atua em outros campos como Administração, Economia, Linguística, Ciência Política e Filosofia. Hoje, o instituto tem cerca de 10 mil estudantes distribuídos em suas seis escolas, entre elas a Sloan School of Management. Para se ter uma ideia, desde sua fundação, em 1865, 73 ganhadores do Prêmio Nobel saíram do MIT.
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