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Somos todos Responsáveis [capa]

por Administrador do portal 21/08/2014 10h11

 

Em ano eleitoral, em meio a um período turbulento no País, a importância do voto consciente e da responsabilidade dos políticos torna-se ainda muito maior.

Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam.” A frase do filósofo e matemático grego Platão traduz a ideia da falta de pertencimento de alguns brasileiros ao seu próprio país quando o assunto é política. Muitas pessoas não querem saber de discutir o assunto, acreditam que não devem se envolver por não entenderem do tema, ou porque não aguentam mais tanta corrupção e desonestidade.


Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam.”

Talvez a imaturidade diante da política tenha raízes históricas, já que a trajetória do sistema eleitoral no Brasil caminhou a passos lentos e a conquista pelo voto tal qual ele é hoje não foi nada fácil. Além do que, vivemos em uma democracia relativamente “jovem”. Em 1821, somente um ano depois da Independência, é que ocorreu a primeira eleição brasileira nos moldes de hoje. Três anos depois é que o sistema eleitoral foi colocado em normas, pois Dom Pedro I outorgou a primeira Constituição. Nessa época, ele também criou a Assembleia Geral (que começou a fazer as leis), composta pelo Senado e pela Câmara dos Deputados.

Somente em 1894 é que foi realizada a primeira eleição direta para presidente da República, quando Prudente de Morais foi eleito. Mas foi eleito com os votos de apenas 2% da população. Anos e anos depois, em 1934, é que foi consolidado o Código Eleitoral. Mas ainda com muitas ressalvas, principalmente em relação ao voto feminino, que só passou a ser obrigatório em 1946. Muito tarde em relação a outros países, como a Austrália, por exemplo, que teve o voto das mulheres reconhecido em 1902. Na América Latina, o Equador mesmo reconheceu isso antes do Brasil, em 1929.

Mas de lá pra cá muita coisa mudou. E continua mudando. Hoje o Brasil já conta com muitos movimentos sociais, ONGs e associações preocupadas com a política e o voto consciente. Algumas leis também já foram conquistadas, como a Lei da Ficha Limpa, a Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei de Acesso à Informação, entre outras. Além, é claro, das recentes manifestações – embora algumas sejam desordeiras – nas ruas, o que vem mostrando a insatisfação da população. Talvez tudo isso seja o início de uma grande mudança no país, que pode iniciar-se até mesmo no próximo mês de outubro, quando todos terão que ir às urnas mais uma vez para escolher presidente, governador, senador, deputado estadual e federal.

E é este o momento em que as pessoas podem tentar mudar algo em seu país. Mas é preciso tomar consciência disso e entender que todos são responsáveis porque têm uma grande arma nas mãos: o voto. Aliás, um grande problema a ser solucionado neste momento, na visão do cientista político e professor de Ciência Política do Centro Universitário Internacional Uninter, Doacir de Quadros. “O eleitor deve valorizar o seu voto e usá-lo de maneira consciente para fiscalizar o seu representante”, afirma.

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