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“Há sempre a Oportunidade de Refazer” [ Entrevista ]

por Administrador do portal 24/09/2014 14h54

 

“O Administrador de hoje deve trazer em sua ‘mochila’ um conjunto de informação e de formação que possibilite o direcionamento de uma sociedade estruturada em valores como ética, responsabilidade, transparência e qualidade na gestão””

 Atuando na Escola de Serviço Público Municipal (ESPI) de Manaus, no Amazonas, a Administradora Luiza Bessa Rebelo tem uma longa experiência em diversas áreas da Administração. A ESPI é vinculada ao governo municipal e tem como objetivo qualificar os trabalhadores de feiras e mercados, de Reservas de Desenvolvimento Sustentável, dos camelôs que pretendem se tornar microempreendedores e outros agentes públicos. Luiza também teve grande experiência acadêmica, pois atuou em vários cargos na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e ainda avalia cursos de Administração do país dentro do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) (órgão do Ministério da Educação). Apesar do grande número de atribuições, Luiza continua escrevendo artigos e ministrando palestras na área de Gestão Pública, sendo que é mestre em Administração Pública e doutora em Engenharia de Produção. Além disso, já atuou em consultorias nas áreas de RH, Estratégia, Metodologia de Pesquisa e, claro, Gestão Pública.

 

REVISTA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO (RBA):

Por que decidiu buscar a carreira de Administradora?

LUIZA BESSA REBELO (LBR):  Entendo a profissão do Administrador como um campo com grande espaço de crescimento, embora seja o curso com maior número de alunos no Brasil. Penso que há espaço considerável para o Administrador que gere resultados concretos para as organizações públicas e privadas, para o Administrador com forte densidade teórica e com foco na práxis e que atue na transformação, na inovação de práticas que tenham repercussão na sociedade como um todo. O Administrador de hoje deve trazer em sua “mochila” um conjunto de informações e de formação que possibilite o direcionamento de uma sociedade estruturada em valores como ética, responsabilidade, transparência e qualidade na gestão.

RBA: A senhora acredita que o mercado de trabalho para o Administrador é promissor?

LBR: O cenário da profissão do Administrador ainda é promissor no Brasil, mas a configuração é outra para esse profissional, sendo-lhe exigida uma postura mais proativa diante do contexto social que lhe permita ser um gerenciador de situações emergentes diante de um mundo em contínua mudança. A sociedade como um todo ainda é bastante carente de profissionais capazes de organizar adequadamente as estruturas organizacionais das instituições públicas e privadas, mas que tenham ainda a sensibilidade para identificar qual o objetivo disso tudo, em que isso impacta na melhoria da qualidade de vida das populações. E isso os currículos atuais dos cursos de Administração no Brasil têm procurado responder ao se proporem a formar um profissional que dê respostas rápidas e que sejam dotados de forte viés humanístico. A sociedade demanda profissionais de Administração em todos os campos no âmbito da Administração como: Recursos Humanos, Marketing, Estratégia, Produção, Custos, Finanças, Comércio Exterior, Qualidade, Organização, Sistemas e Métodos, Comportamento Organizacional, entre outras. Basta abrir um caderno de empregos nos jornais de grande circulação que se pode constatar essa demanda. No entanto, nas especificações profissionais dos processos de recrutamento e seleção estão destacadas as exigências da proatividade, flexibilidade, ser no mínimo bilíngue, ter disponibilidade para viajar e atuar em diversas partes do mundo, ter domínio de sistemas de informação, além das especificações técnicas que o cargo exige nas diversas áreas de especialidade de Administração. Ou seja, o perfil demandado é outro e isso as escolas de Administração vêm procurando oferecer, mas ainda está um pouco aquém do exigido por este mundo globalizado e de mudanças velozes e contínuas.

 

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