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Corrupção, o mal do Brasil [capa]

por Administrador do portal 15/06/2015 17h49

 

Profissionalização da gestão pública e protagonismo popular são as maiores armas no combate ao câncer social do país.

 

Essas são expressões de conhecimento geral no Brasil. Os brasileiros sabem, quase que instintivamente, o significado de cada frase citada. Embora diferentes, todas trazem em sua essência elementos imorais e antiéticos, corruptos. A ampla ciência dos cidadãos a respeito dessas sentenças explana uma realidade nacional incômoda: a corrupção é intrínseca à formação do brasileiro.

Diariamente, a imprensa apresenta casos de atividades ilícitas nos serviços públicos. Algumas vezes, grandes escândalos, como as fraudes na Petrobras, investigadas pela operação “Lava Jato”, da Polícia Federal. Talvez por focar o desvio de grandes quantias, o cidadão deixe de notar pequenos atos de corrupção cometidos cotidianamente. Furar fila, não devolver o troco que recebeu a mais, instalar TV a cabo pirata, comprar produtos falsificados. São atitudes tão “naturais” que não parecem denunciar uma deficiência moral da sociedade brasileira. Segundo o jornalista e mestre em ciência política Nelson Freire Penteado, “a corrupção está impregnada na cultura brasileira”.

“a corrupção está impregnada na cultura brasileira”.

A afirmação preocupa. Como a sociedade civil vai cobrar equidade e honestidade nas gestões públicas se ela não possui uma ética- moral consolidada? A resposta pode estar na educação. Um ensino público politizado e de qualidade pode sanar essa deficiência estrutural, segundo o cientista-político. No entanto, a prática criminosa nos governos deteriora os serviços públicos, incluindo a educação. Nessa roda viva de degradação nacional, a possibilidade de salvar a administração pública está na boa governança. Um fator que favorece a prática de irregularidades nos órgãos públicos, quaisquer que sejam eles, é a ausência de uma administração profissionalizada.

De acordo com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Administrador Augusto Nardes, “somente o contínuo aprimoramento da governança minimizará diversos gargalos administrativos. A profissionalização da administração pública certamente reduzirá as ações ilícitas”. Uma gestão incipiente, além de facilitar a prática da corrupção, favorece a má utilização dos recursos públicos, com gastos excessivos e desnecessários.

O Administrador Herickson Rangel defende que, “quando o recurso público é utilizado de forma errônea, todos perdem. Deixa-se de investir o montante desperdiçado em áreas essenciais e prioritárias do Estado, tais como saúde, educação e segurança”. A atuação danosa de um gestor público despreparado tecnicamente gera um prejuízo econômico e social. Por fim, quem paga a conta é o contribuinte, ou seja, você.

 

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