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Ética e transformação constante [ Entrevista ]

por Administrador do portal 15/06/2015 17h53

 

Ética e transformação constante

“A Administração também proporciona uma visão mais holística e permite um uso equilibrado das diversas dimensões vitais para uma organização manter-se sustentável: identidade, relações, processos e recursos.”

O CEO da Porto Seguro, uma das maiores seguradoras do país, Administrador Fabio Luchetti, é confiante. Ele acredita que o atual momento conturbado em que vive a sociedade brasileira irá se reequilibrar. “A visão precisa ser de longo prazo”, assegura. Exemplo de disciplina, determinação e talento, Luchetti entrou na Porto Seguro no cargo de office-boy. Com o tempo, passou por diversas funções na empresa, até se tornar hoje o diretor-presidente.  raduado em Administração, ele conta que os conhecimentos na área lhe permitiram ter uma visão holística do todo e também o uso mais equilibrado das diversas dimensões de uma organização, consideradas vitais para o sucesso. Ele acredita que, para ser um bom Administrador, é preciso ser ético, flexível e ter foco nos clientes e nas relações. “Encarar os desafios como meio de desenvolvimento é necessário, já que esse é um processo de crescimento e transformação constante”, afirma.

REVISTA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO (RBA):

Pesquisando sobre sua história dentro da Porto Seguro, constatamos que entrou muito jovem e foi crescendo profissionalmente dentro da empresa. Como Administrador, o que considera que foi relevante para o seu sucesso profissional?

Mas uma atitude foi fundamental: a coragem de expor minhas opiniões e o inconformismo que me estimulava ir a fundo

FABIO LUCHETTI (FL): Entrei na Porto Seguro aos 18 anos como office-boy. Passei a exercer atividades administrativas quando fui transferido para a área Central de Documentos. Esse crescimento gradual me permitiu adquirir muita experiência pelos cargos que passei e, com certeza, o conhecimento da Administração foi fundamental para me suportar nesta trajetória. Mas uma atitude foi fundamental: a coragem de expor minhas opiniões e o inconformismo que me estimulava ir a fundo nas questões e soluções do dia a dia.

RBA: O senhor se tornou presidente, em 2012, de uma das maiores – senão a maior – seguradoras do país. Como foi o período de transição de um cargo para outro? Quais foram os principais desafios?

FL: Pelo fato de ter tido um crescimento gradativo na empresa, essa transição acabou sendo muito natural. Nesse contexto, meu primeiro cargo de liderança foi marcante. Foi difícil mudar a lógica do resultado em que depende apenas de você, quando estamos mais nas bases da organização, para o resultado do grupo, onde dependemos mais das pessoas serem engajadas. Eu acredito que o maior desafio sempre é o de extrair o melhor das pessoas, motivando-as, estabelecendo metas e sonhos, e também o de não perder o foco na simplicidade e no autodesenvolvimento.

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