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Graduação tecnológica é nova tendência [ MATÉRIA ]

por Administrador do portal 05/08/2015 15h39

Atrativo para quem já está inserido no mercado, e para os que pretendem ingressar rápida e objetivamente, os cursos superiores de tecnologia se mostram em constante crescimento no país. Surgiram no Brasil no final da década de 1960, mais precisamente em 1969, na Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec). A iniciativa pioneira foi o curso de Construção Civil nas modalidades: Edifícios, Obras Hidráulicas e Pavimentação. Em 1979, o MEC alterou sua conduta em relação a tais graduações nas universidades públicas federais, levando a modalidade à extinção. A evolução do mercado foi contrária à decisão do MEC e em 1998 a graduação tecnológica voltou às universidades e, com o passar do tempo, multiplicou-se. Inseridos nesta realidade estão os cursos tecnológicos em determinadas áreas da Administração. A amplitude da Ciência da Administração, assim como da sua área de atuação, legitimou o surgimento desses novos cursos que hoje figuram entre os mais requisitados do país. Recursos Humanos, Logística, Marketing, Gestão de Políticas Públicas e Gestão da Qualidade são algumas das opções disponíveis para quem deseja ser especialista em uma área específica da Administração. O sucesso é tanto que, de acordo com dados do MEC, entre 2007 e 2013, o número de cursos superiores tecnológicos ligados à administração cresceu 63,6%. “Os cursos tecnológicos são procurados por profissionais que já atuam no mercado de trabalho e buscam um aprofundamento na área em que atuam, ou por profissionais que têm pressa para entrar no mercado de trabalho, considerando que poderão obter um título acadêmico em apenas dois anos”, atesta o conselheiro e diretor da Câmara de Formação Profissional do Conselho Federal de Administração (CFA), Adm. Mauro Kreuz. O estudo feito pelo MEC ratifica a afirmação do diretor: em seis anos a procura por cursos tecnológicos relacionados à Administração cresceu 611,6%, mais de 100% ao ano. Assim como a procura, aumentou o número de ingressos e egressos nesses cursos, o que levanta a dúvida: há espaço para tanto profissional no mercado de trabalho? “Há muito campo para o tecnólogo em diversos setores do mercado, sem dúvida. Pesquisas indicam a escassez de mão de obra qualificada e os cursos tecnológicos surgem para suprir essa lacuna, afinal, formam especialistas em sua área de atuação” – é o que afirma
Jocélia Gumiere, tecnóloga na área de Recursos Humanos. E ela não está enganada. No Brasil, a mão de obra qualificada ainda é uma “dor de cabeça” para as empresas, faltam profissionais para atender à demanda.

“Os cursos tecnológicos são procurados por profissionais que já atuam no mercado de trabalho e buscam um aprofundamento na área em que atuam, ou por profissionais que têm pressa para entrar no mercado de trabalho”