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Inspiração & transpiração, na mesma medida...isso é empreender! [ CAPA ]

por Administrador do portal 05/08/2015 14h34

Todos sabem o quanto são importantes a formação, o conhecimento e a teoria no mundo dos negócios. MBAs, especializações, mestrados e outras qualificações acadêmicas – assim como o domínio dos novos conceitos e vocabulário tão específico – contam bastante para qualquer profissional galgar um caminho de sucesso ou posição de destaque em grandes empresas. No entanto, na hora de empreender, o que faz toda a diferença, mesmo, é a prática: a “mão na massa”. Sejam profissionais que já estão empregados, mas querem algo mais; sejam aqueles que, desde o período universitário, já buscam ser donos dos próprios negócios; ou ainda as pessoas que têm uma boa ideia e sonham em investir nela... O jeito é se organizar, planejar e arriscar. Sabendo que, nessa hora, toda ajuda de especialistas é bem-vinda, a Revista Brasileira de Administração (RBA) traz para os futuros (ou já) empreendedores as dicas e experiências dos melhores deles: os donos dos próprios negócios. Inspire-se com esses cases!

NAS PÁGINAS DIGITAIS,
DIRETO DO RIO DE JANEIRO
Em 2013, com a criação do livro digital e interativo “O Caçador e a Borboleta”, Natália e Andréa Biancovilli se registraram como Micro Empreendedor Individual (MEI). Nesse início, elas previram faturamento de até R$ 60 mil por ano. Nem meio ano depois, o negócio já mostrava um potencial maior. Tiveram investimento de mais uma sócia e viram no aumento crescente de conteúdos para tablets e smartphones a possibilidade de expandir até em âmbito de mercado internacional. No mesmo ano, o negócio deu um salto enorme, mas não maior que as pernas. Elas estavam preparadas e fecharam contratos com a Apple Store e Google Play, Amazon (audiolivros), Barnes & Nobles e ainda outros três distribuidores norte-americanos. Como conta Andréa, ela e Natália sempre tiveram um comportamento empreendedor. “Desde mais novas, sempre nos adaptamos melhor em ter o nosso próprio negócio do que ter um emprego com carteira assinada. Já desenvolvemos outros tipos de negócios, no passado. Os anos foram passando e, como sempre gostamos de escrever, acabamos voltando o nosso olhar para o mercado de livros digitais. Isso porque fizemos uma publicação impressa e vimos o quanto era trabalhoso distribuir um livro de papel. Foi quando decidimos nos aventurar no mercado mundial de livros digitais”, lembra a empresária. A ideia de go digital veio no ano de 2011. A partir de então, elas procuraram o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e foram se munindo de todo o conhecimento necessário para não apenas ter uma empresa de verdade, como uma empresa que se consolidasse no ramo pretendido. “Começamos o contato de startup e investimentos-anjo. Nós conseguimos o investimento-anjo para nossos primeiros aplicativos. Porém, no início, a inexperiência no mercado nos trouxe alguns problemas administrativos e, principalmente, com os fornecedores. Hoje estamos reformulando toda a empresa. Estamos mudando de sócio, vamos produzir nossos próprios produtos, conseguimos um mentor, e estamos avançando, passo a passo, de acordo com o nosso planejamento”, relata Andréa. Hoje, com três anos de empresa, elas estão passando por uma grande reestruturação, pois decidiram trazer a produção dos apps e ebooks para dentro da empresa. “Tivemos que investir em softwares e novos equipamentos. Tudo isso está sendo muito bom para nos trazer mais autonomia. Agora temos a perspectiva de podermos lançar muito mais títulos por ano”, comemora. Se elas se consideram empreendedoras? “Sim, porque fazemos por nós mesmas, corremos riscos calculados, temos muita vontade de ‘dar certo’. Ser empreendedor, pra gente, não é só o empresário. O empregado também pode ser um!".

Veja a reportagem na íntegra na edição 106 da RBA. Assine.