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De olho no futuro [ENTREVISTA]

por Administrador do portal 16/09/2015 14h09

Inovação para garantir o futuro. Inovação para recuperar a competitividade

Administrador por formação, convicção e exercício profissional, o presidente da FCA – Fiat Chrysler Automobiles para a América Latina, Cledorvino Belini, acredita na recuperação econômica do país, apesar das dificuldades atravessadas pelo setor. De origem italiana, a Fiat é líder de vendas no mercado nacional e também é proprietária das marcas Ferrari, Chrysler, Jeep, Dodge, RAM, Maserati, Lancia, Alfa Romeo, Abarth, Iveco, Case, New Holland, além das fabricantes de componentes Magneti Marelli, Teksid, Comau e Mopar. Belini concedeu a entrevista que segue para a Revista Brasileira de Administração (RBA).

Revista Brasileira de Administração (RBA): De janeiro a maio, os emplacamentos de alguns automóveis recuaram 20% na comparação com o mesmo período de 2014, segundo a Fenabrave. Como a Fiat está vendo, avaliando essa situação de dificuldade no mercado? Quais os impactos negativos? Seria uma crise difícil de reverter?

A estratégia da FCA é analisar o mercado permanentemente para entender as tendências e preferências de consumo e antecipar-se a elas. Para isso, é preciso estar sempre investindo em produtos e estratégias de marketing para surpreender o consumidor.

Cledorvino Belini (CB): Este será um ano difícil; ninguém esperava um freio tão grande na economia. Nos cinco primeiros meses de 2015, o mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves teve uma retração de 18,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Mesmo nesse cenário, a FCA – Fiat Chrysler Automobiles segue na liderança em vendas, com 19,3% de market share, e 205.891 unidades vendidas. Os dados incluem os resultados das marcas Fiat, Jeep, Chrysler, Dodge e RAM. A Fiat se mantém como marca mais vendida do Brasil, com 200.004 unidades (18,7% de marke tshare) e o Palio continua como o carro mais vendido do país, com 52.176 unidades comercializadas. Nossa estratégia é a liderança de resultados, ou seja, sem comprometer a rentabilidade.

RBA - Na esfera administrativa, o que a Fiat vem fazendo? Vejo que a Fiat tem um foco grande em inovação. O senhor poderia falar um pouco sobre isso também?

CB - A estratégia da FCA é analisar o mercado permanentemente para entender as tendências e preferências de consumo e antecipar-se a elas. Para isso, é preciso estar sempre investindo em produtos e estratégias de marketing para surpreender o consumidor. Estamos fazendo ajustes estratégicos na produção para adequar os níveis de estoques e o mix da demanda. Nossa liderança decorre principalmente da capacidade de gestão da produção e de resposta às mudanças de mercado. A FCA está em meio ao maior ciclo de expansão em suas operações no Brasil, com investimentos de R$ 15 bilhões entre 2013 e 2016 na modernização da fábrica da Fiat em Betim (MG), na recém-concluída construção da planta da Jeep em Goiana (PE), no desenvolvimento de novos produtos, no aperfeiçoamento de processos, em sistemas e em recursos humanos. A fábrica da Fiat Automóveis em Betim está sendo preparada para produzir veículos cada vez mais adequados às novas exigências do consumidor. O Polo Automotivo Jeep de Goiana, em Pernambuco, tem capacidade de produção de 250 mil unidades por ano e começou suas atividades produzindo o Jeep Renegade, posicionando o grupo para disputar o crescente mercado de SUVs. Será um centro de produção voltado para atender a América Latina. Mantivemos nosso plano de investimento porque o potencial da indústria no país no médio e longo prazos é invejável.


Veja a reportagem na íntegra na edição 106 da RBA. Assine.