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Ferramenta para administrar a crise [CAPA]

por Administrador do portal 16/09/2015 11h58

Período de escassez, de turbulência, é tempo de se aplicar, ainda mais devidamente, os princípios da boa administração. É preciso seguir todos os passos que a gestão eficaz exige, mas com um pouco mais de rigidez

Quem assim orienta é um rapaz jovem, que certamente não passou por crises econômicas mais drásticas, mas que tem total experiência e proficiência para afirmar o que afirma. São 11 anos de atuação, que incluem passagens por países da Ásia, Europa e América do Norte, além da América do Sul, projetos desenvolvidos na iniciativa privada e junto ao Poder Público, sem esquecer a formação acadêmica na UnB, mestrado em Cingapura e diversos artigos tendo como o principal conteúdo exatamente a gestão estratégica.
Com um currículo assim, é possível afirmar, com certeza, que ele tem trabalhado com todas as ferramentas necessárias e recomendadas para quem não quer virar o barco nessa maré de incertezas – econômicas, políticas, éticas, morais, sociais...

“Crises são testes e oportunidades de aplicar os fundamentos de gestão para fortalecer o núcleo de competências e vantagens competitivas reais”

Quer saber qual é a principal chave que ele e você têm para sair dessa onda negativa? A Administração.
Exatamente! Seja qual for o setor que a crise esteja afetando – sua vida pessoal ou profissional – esta pode ser vencida com uma boa gestão. Os princípios e ferramentas disponíveis em sua formação como administrador podem ajudar você a se ajudar e a ajudar os que o consultam nesse momento.
Quando se pensa em crise, se pensa em juros altos, inflação, desemprego, perdas, mercado retraído, falta de investimento e desestabilização. Mas, com tudo o que você já tem e sabe, os especialistas confirmam: pode ter calma.
É perfeitamente possível manter o equilíbrio. Para isso, segundo Teóphilo, é preciso manter uma perspectiva sóbria e realista, sem perder o otimismo e a visão de médio e longo prazo do negócio. “Crises são testes e oportunidades de aplicar os fundamentos de gestão para fortalecer o núcleo de competências e vantagens competitivas reais”, confirma.
E os principais seriam, em princípio, para o mestre em Administração, ter uma gestão eficiente do capital de giro e reavaliar a necessidade desse recurso. Assim, segundo ele, se terá, na ponta do lápis, qual o fôlego financeiro que existe e qual será necessário.
Um segundo passo, tão importante quanto esse primeiro, seria esclarecer qual o posicionamento estratégico na cadeia de valor da empresa e, a partir dessa análise estratégica, como recomenda o gerente da PwC, ainda que em tempos de crise, pode-se pensar em novas possibilidades como JVs, exit strategies, aquisições, fusões e diversificação/retração de portfólio de negócios.
Ele ainda sugere diversas ferramentas que podem ajudar nessa reflexão: desde Estratégias Genéricas de Porter, Análise Canvas (Blue Ocean Strategy), SWOT, PERT e Core Competencies, até outras disponíveis para aqueles que concluírem que – apesar do momento aparentemente negativo – ainda têm fôlego para arriscar.

LUZ NA ESCURIDÃO

Para aqueles que, ainda assim, analisando e refletindo, não conseguirem ver saídas, seria propício e pertinente perguntar: como enxergar as oportunidades? Estando mais conectado do que nunca com clientes; entendendo todo o processo de compra quanto à sutileza dos papéis de compradores, pagadores, usuários, influenciadores; e, ao mesmo tempo, estando atento aos concorrentes.

Investir em assessorias e consultorias pode dar insights importantes nesse momento e acelerar a curva de aprendizagem para a tomada de decisões

Uma das práticas sugeridas por Hugo para isso é o benchmarking, segundo ele, uma prática constante, já que, em períodos como esse, é essencial monitorar ainda mais de perto o que os concorrentes estão fazendo. “Não somente em busca de boas práticas, mas também em busca de potenciais parcerias. Afinal, uma das formas de melhorar sua competitividade em inovação, acesso a mercados e ganhos de escopo/escala é transformar concorrentes em parcerias ou alianças estratégicas”, afirma.

É momento, sim, de arriscar nesse sentido, mas ele faz um alerta: é preciso cautela e dados. Decisões como essa não devem ser tomadas no calor da hora. É preciso combinar intuição com estatísticas de mercado, conforme os
preceitos do bom empreendedorismo. “Investir em assessorias e consultorias pode dar insights importantes nesse momento e acelerar a curva de aprendizagem para a tomada de decisões”, indica o gerente da PwC.
No entanto, se você avaliar e considerar que como está não vai ser possível encarar, o momento também pode ser bom para repensar se a sua estrutura organizacional está adequada: reavaliando processo decisório, fluxos de trabalho, competências das áreas/pessoas, atividades que podem ser terceirizadas, atividades que são custo fixo e podem se tornar variáveis, itens que podem ser automatizados.

 

Veja a reportagem na íntegra na edição 106 da RBA. Assine.