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Moldando a estratégia [ARTIGO]

por Administrador do portal 16/09/2015 11h58

No artigo “A criação artesanal da estratégia”, o ilustre canadense Henry Mintzberg compara a formulação de estratégias ao trabalho do artesão que molda suas peças com barro e argila. A ideia de Mintzberg é que o artesão não pensa em um produto final antes de começar o trabalho. Talvez até pense, mas ao girar a roda de oleiro (uma espécie de torno), a peça vai tomando outras formas, novos padrões emergem, experiências anteriores influenciam o ato, e o produto final pode resultar em algo jamais imaginado pelo artista. É com essa metáfora que Mintzberg estabelece o conceito de “estratégias emergentes” – a grande sacada que o colocou no panteão de figuras como Michael Porter e C. K. Prahalad. Para dissipar a confusão em torno do quê vem a ser realmente estratégia, Mintzberg apontou a existência de cinco P's relativos ao termo. Conhecê-los é fundamental para entendermos as diferentes concepções que o termo pode evocar:
• Estratégia como Plano (Plan) – trata-se de um curso de ação conscientemente pretendido, deliberado. A estratégia se desenvolve antes da ação à qual será aplicada. Essa é a noção mais compartilhada sobre o assunto.
• Estratégia como Estratagema (Ploy) – nesse sentido, a estratégia pode ser uma manobra (também pretendida) para driblar um concorrente ou aumentar vendas, por exemplo. Quando um supermercado baixa o preço de um refrigerante até a um ponto em que sequer obtém lucro, utiliza-se de um “estratagema” para atrair clientes para a loja e desestabilizar os concorrentes.

Por: Adm. Leandro Vieira

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