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A média gerência desabafa [MATÉRIA]

por Administrador do portal 22/03/2016 14h15

POR SANDRA REGINA DA SILVA 

EM DEBATE, GESTORES DISCUTEM OS DESAFIOS DE ESTAR NO MEIO DA HIERARQUIA, SUGEREM MAIS CAPACITAÇÃO E CONTAM O QUE FARIAM SE FOSSEM CEOs.

O debate foi coordenado por Augusto Puliti, diretor da Divisão de Seleção de Executivos do Grupo DMRH.

Ocupar um cargo de gestão carrega certo status, não há dúvida. No entanto, também embute dúvidas e pressões, especialmente em um momento de tantas transformações no modo de fazer e gerir negócios. Se novos modelos de gestão são experimentados, mais requisitos aparecem. Hoje, a camada intermediária da pirâmide organizacional tem de entregar mais, melhor e mais rápido, gerenciar bem – processos e equipe –, desenvolver pessoas e, como desafio extra, ainda navegar entre as diferentes gerações. Sim, o gerente fica exatamente entre a alta administração, em muitos casos de uma geração anterior à sua, e o time, que, em regra, pertence à geração posterior. Ou seja, para reafirmar seu papel, ele tem de entregar, gerenciar, desenvolver (e ser desenvolvido) em um ambiente de culturas e expectativas muito distintas. Com a consultoria de recursos humanos DMRH, HSM Management promoveu um debate com sete gestores brasileiros que ocupam posição intermediária na pirâmide organizacional a fim de entender seus desejos e necessidades neste momento.

O “delargation”, neologismo pretensamente em inglês que une o conceito de delegar ao de largar responsabilidades nas mãos de quem vem logo abaixo.

Relação com o superior

Um diretor é pressionado; são muitas as demandas das camadas superiores. O que ele faz? O “delargation”, neologismo pretensamente em inglês que une o conceito de delegar ao de largar responsabilidades nas mãos de quem vem logo abaixo. A média gerência está vivendo isso? De acordo com os debatedores, sim. Como reagem? Segundo eles, é muito importante que o gestor se coloque na posição de resolver o problema, pelo papel que exerce na organização. Agora, muitas vezes é necessário que ele faça um contraponto, ainda que indesejado por seu superior. Ele precisa ser responsável; deve saber se tem condições de caminhar sem muitas diretrizes, deve antever impactos, deve ter clareza sobre o que consegue fazer sem o apoio do diretor. Na visão dos debatedores, há casos em que a demanda que chega da alta administração não é sequer viável. Como dizer isso para o “chefe”? Negociando, ainda que negociar acrescente complexidade ao trabalho do gerente. 

Confira toda a entrevista na Integra, e na revista impressa, edição 110, páginas 32 a 34.