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LUTA PELO EMPREENDEDORISMO [ENTREVISTA]

por Administrador do portal 03/05/2016 11h55

ENTREVISTA COM O ADMINISTRADOR MARCOS SILVA

POR MARA ANDRICH

O Administrador Marcos Silva, de 30 anos, logo que saiu da graduação já percebia que sua carreira iria se desenvolver na gestão pública. Tanto que fez pós em Gestão Pública pela UFMS, mesma universidade onde estudou Administração. Hoje, o Administrador é Secretário Executivo do Núcleo dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, Secretário Nacional de Comunicação Adjunto do Movimento Nacional ODS Nós Podemos Brasil e Gestor Público no Governo do Estado de Mato Grosso do Sul na qualidade de Assessor de Projetos Especiais da Subsecretaria de Políticas Públicas para Juventude da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho. Tantas responsabilidades o levam a atuar em diversas frentes, não somente com o público de jovem empresários, mas também com organizações que têm atuação reconhecida no País, representando a sociedade civil, o setor privado e os governos locais. Especialmente engajado com empreendedorismo, Silva também entrou na luta contra o excesso de tributos enfrentados pelos empresários brasileiros e, ainda, tem preocupação com as dificuldades do jovem se inserir no mercado de trabalho.

REVISTA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO (RBA): Como é sua atuação na ONU?

MARCOS SILVA (MS): Os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável consistem numa agenda global com 17 macro objetivos e 169 metas a serem atingidas até 2030, adotadas em setembro de 2015 nas Nações Unidas por 193 países, incluindo o Brasil. Ainda mais abrangentes integrados e detalhados que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), prevêm ações mundiais nas áreas de erradicação da pobreza, segurança alimentar, agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução das desigualdades, energia, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de consumo, mudança do clima, cidades sustentáveis, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, crescimento econômico inclusivo, infraestrutura, industrialização, entre outros. O Movimento Nacional ODS Nós Podemos Brasil compõe a Estratégia ODS, sendo esta uma coalizão de organizações com atuação reconhecida no país, representando a sociedade civil, o setor privado e os governos locais, com o propósito de mobilizar, discutir e propor meios de implementação para os ODS, que contemplem medidas efetivas para obter avanços nas diferentes dimensões que compõem essa agenda. Em nível local, a promoção de ações junto ao poder público, iniciativa privada e instituições do terceiro setor é coordenada pelos Núcleos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável do nosso Movimento Nacional ODS Nós Podemos Brasil, esta plataforma está interligada por meio de convênio e parceria junto ao Governo Federal por meio da Presidência da República e ao Sistema ONU por meio de seu Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, onde dentre as várias iniciativas, instituiu em julho de 2015 a primeira edição no Brasil dos Guardiões dos Objetivos do Milênio e do Desenvolvimento Sustentável, sendo outorgados títulos de embaixadores da causa, a distintas personalidades que têm a missão de divulgar e buscar o atingimento dos objetivos em suas regiões.

Suas características fogem do princípio estático, imutável, pois pode provar que tudo é possível, com muita dedicação e empenho, desde as simples coisas até a construção de novos pensamentos, metodologias e práticas.

RBA: Quais os desafios do empreendedor no Brasil?

MARCOS SILVA (MS): Estes indicadores retratam a realidade de que o Brasil invista em políticas públicas que promovam e fomentem o empreendedorismo e o primeiro negócio entre os jovens, como estratégia de geração de emprego e renda, sobretudo em tempos de crise onde os índices de desemprego aumentam e a perspectiva do jovem se torna limitada no mercado de trabalho. Entendo que o empreendedor é aquele que materializa seus objetivos, que tira a ideia do papel, faz a diferença com o empenho de suas técnicas e talentos profissionais. Suas características fogem do princípio estático, imutável, pois pode provar que tudo é possível, com muita dedicação e empenho, desde as simples coisas até a construção de novos pensamentos, metodologias e práticas. Na minha visão, os obstáculos para se empreender no Brasil advém do conglomerado da burocracia para se abrir e fechar uma empresa, ausência de mão de obra especializada, e a alta carga tributária.

Confira toda a entrevista na Integra, e na revista impressa, edição 111 páginas 10 a 13.