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É PRECISO SER OTIMISTA [ENTREVISTA ]

por Administrador do portal 01/07/2016 11h43

ENTREVISTA COM O ADMINISTRADOR GILSON DE OLIVEIRA CARVALHO – DIRETOR DA FIAT
POR MARA ANDRICH

Com mais de 30 anos de experiência no mercado financeiro, o diretor do Grupo FCA LATAM, da Fiat, Adm. Gilson de Oliveira Carvalho, está otimista para melhorias no mercado automobilístico ainda neste ano.

Para enfrentar a crise, a Fiat tem inovado a cada ano, com lançamento de modelos novos – neste ano há o Mobi e o Toro –, e Carvalho garante: a cada seis meses o consumidor terá uma surpresa. “Novos produtos estimulam o consumidor e ajudam a superar a crise mais rapidamente”, observa. Para o executivo, é preciso ter em mente que a economia é cíclica, passa por bons e maus momentos, e que a recuperação do mercado tende sempre a ser mais rápida do que a retração. Por isso, é preciso ser otimista. Segundo ele, os Administradores são primordiais nesse processo. “Os Administradores terão papel fundamental para conduzir suas empresas até o mar calmo, trabalhando para torná-las mais fortes e eficientes e também para contribuir para uma gestão pública mais dinâmica e profissional”, afirma.

Com mais de 30 anos de experiência no mercado financeiro, Carvalho é graduado em Ciências Contábeis, Administração e Direito. Tem MBA em Mercado de Capitais e é especialista em Administração pela USP. O executivo também é mestre em Economia de Empresas pela FEAD (Centro de Gestão Empreendedora) e MBA em Marketing pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Carvalho ainda faz doutorado em Administração e preside o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de Minas Gerais (IBEF-MG). Atua no Grupo Fiat desde 1995., da Fiat.

REVISTA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO (RBA): Como está o mercado de veículos novos no Brasil neste ano de 2016? E em 2015, como foi? Temos visto recentes notícias que dão conta do desaquecimento desse setor em função da crise econômica.

GILSON DE OLIVEIRA CARVALHO (GOC): Assim como outros segmentos da indústria, o setor automobilístico tem sentido os efeitos do desaquecimento da economia brasileira. No ano passado, foram vendidos 2,481 milhões de automóveis e comerciais leves no Brasil, 25,6% menos que em 2014. O cenário continua desafiador neste ano e, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), devem ser vendidos 2,3 milhões de automóveis e comerciais leves até dezembro, com uma queda de 7,3% sobre 2015. Esperamos, porém, que o nível de vendas se estabilize nos próximos meses, para que possamos sentir os primeiros sinais de recuperação ainda este ano.

RBA: Na sua avaliação, como a crise política – que na verdade é mais uma crise moral que acarreta em crise política – tem afetado a economia do nosso país, especialmente para o setor de veículos?

GOC: A crise influencia diretamente a confiança do consumidor e empresários, que estão adiando investimentos e decisões de compra temendo a instabilidade na qual se encontra o país.

A melhor saída para o Brasil é a solução mais rápida possível do impasse político, que está travando a gestão pública e da economia. Precisamos de regras claras e previsibilidade para o desenvolvimento de nossos negócios, sem o que não há geração de emprego e renda. Um longo período de imprevisibilidade derruba a confiança do consumidor, do empresário e do investidor, contrai a expectativa de compra, limita o crédito e termina por reduzir o tamanho da indústria.

Confira toda a entrevista na Integra, e na revista impressa, edição 112 páginas 10 a 13.