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PERÍCIA JUDICIAL: UMA ÁREA A SER MAIS EXPLORADA [MATÉRIA]

por Administrador do portal 05/09/2016 11h18

Embora esteja prevista a atuação de administradores como peritos judiciais, desde 1965, há ainda um desconhecimento deste campo que tem demanda de sobra no mercado

Uma das principais características da formação em Administração é a flexibilidade, ao oferecer uma gama bastante extensa de opções de áreas de atuação. Entre as quais, está a de perito judicial. Desde a promulgação da lei nº 4769/65, que criou a profissão, o administrador já podia ser designado como perito judicial, pelos juízes cíveis e trabalhistas, para matérias de suas especialidades e competência. É uma área que, segundo quem trabalha, proporciona grandes desafios, exige muita dedicação e estudo, mas também oferece um retorno financeiro considerado interessante, tem espaço para ser ocupado no mercado e é uma oportunidade de atuar como autônomo.

A Resolução Normativa nº 135, de 21 de maio de 1993, do Conselho Federal de Administração, contribuiu para reforçar a divulgação da Lei nº 4769, de 9 de setembro de 1965, que em seu contexto define como prerrogativa exclusiva do administrador a perícia judicial de matéria do campo da administração. Para trabalhar nesta área, o administrador deverá estar registrado no Conselho Regional de Administração de sua jurisdição e precisa estar em dia com as obrigações para com a instituição, que emitirá, mediante solicitação, a certidão de perito judicial, para o devido cadastro junto às varas trabalhistas e cíveis.

"Existem processos semelhantes, mas nenhum é igual ao outro. Sempre há uma situação que torna aquele processo particular, único"

O coordenador do GET de Administração, administrador Márcio Antonio Ribeiro, trabalha na área de perícia judicial desde 1988. Em 2007, já graduado em Administração, começou como perito assistente da parte litigante nos processos judiciais e, em seguida, passou a atuar como perito nomeado pela Justiça Cível. Atualmente, segue na profissão dedicando-se mais à parte financeira, principalmente na área trabalhista. Ao ser questionado sobre por quê escolher tal campo de trabalho, ele declara que na atividade de perito há novos desafios a cada processo e, além disso, pode usar todo conhecimento e habilidade da ciência da administração. "Existem processos semelhantes, mas nenhum é igual ao outro. Sempre há uma situação que torna aquele processo particular, único", acrescenta ao enfatizar o dinamismo da área.

O trabalho de perícia judicial pode ser prestado tanto à parte litigante, como assistente, quanto à demanda oficial apresentada pelo juiz, mediante os impasses encontrados no processo. Ribeiro explica que o objeto de perícia varia conforme o que está em litígio e cita alguns exemplos, como aferição de impostos, aferição de horas extras de empregados e questões financeiras. As ações podem ser executadas nos próprios autos ou em local externo, a depender da necessidade.

Confira a matéria na íntegra na edição 113 - páginas 16 à 20