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Administração Atuante [entrevista]

por Administrador do portal 14/07/2014 15h42

 

“As empresas precisam de Administradores conscientes de suas responsabilidades com a sociedade e o futuro da humanidade. Isso exige profunda reflexão, estudar permanentemente, muito trabalho e participação ativa.”

Mestre em Marketing, o Administrador Elcio Anibal de Lucca é um otimista e busca sempre o avanço por meio da cultura da gestão com alicerces na ética, excelência e valorização do ser humano. Para ele, dentro desses alicerces, um grande legado pode ser construído, o que foi realidade no Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo (MBC). “Por meio da disseminação de conceitos, ferramentas e práticas de gestão, o Movimento Brasil Competitivo tem buscado ajudar a melhorar a autoestima de muitos brasileiros, de forma que estes se percebam como parte de uma nação brilhante e com abundância em recursos, que deve focar esforços  principalmente nos gargalos da infraestrutura, saúde, educação e transporte como ponte para consolidar um Brasil forte e competitivo, capaz de permitir aos cidadãos que aqui vivem uma melhor qualidade de vida.”

 

REVISTA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO (RBA):

O senhor foi presidente da Serasa, que figurou por anos como uma das melhores empresas para trabalhar e modelo em cidadania e sustentabilidade. Sendo assim, o que o senhor considera de mais importante em uma empresa nos dias de hoje? Qual o exemplo que a Serasa pode nos trazer?

ELCIO ANIBAL DE LUCCA (EAL): É oportuna a pergunta, pois permite apresentar um caso real, o qual demonstra como é possível, para o Administrador, conseguir resultados consistentes até na adversidade. Assumi a Serasa, empresa cujo negócio era prestar informações para concessão de crédito, justamente quando houve contingenciamento ao crédito (1991, Plano Collor). E era uma empresa de porte médio, totalmente brasileira e operando há 21 anos. Dentro desse cenário, implantamos um modelo de gestão inovador e considerado avançado até os dias de hoje. Este modelo proporcionou crescimento e desenvolvimento por duas décadas, elevando a empresa ao patamar de maior e melhor do mundo em seu setor de atividade, tornando-se referência mundial em gestão. Haja vista os reconhecimentos nacionais e internacionais obtidos através de premiações e certificações.

RBA: Sendo Administrador, como o senhor vê a profissão, hoje, no Brasil? Ela é valorizada? Sabemos que é uma profissão que abre muitas oportunidades para as pessoas, não é?

EAL: Acredito que a gestão é o caminho crítico para toda e qualquer atividade de produção, quer seja em educação, saúde, segurança, infraestrutura, produção científica ou produtos e serviços em geral; tanto no ambiente público como privado. A natureza da formação do Administrador o qualifica para participar ou liderar este caminho. A presença do Administrador em áreas específicas da estrutura das empresas, como gestão de pessoas, finanças, gestão de processos, TI, auditoria, logística, entre outras, é obrigatória. Não necessariamente protagonizando. Quando olhamos para as lideranças de áreas ou do comando das organizações, públicas ou privadas, a formação principal ou complementar em Administração é necessária. O Administrador hoje é reconhecido e requerido como o médico clínico geral e o médico especialista o é. Divergem apenas nos organismos que atuam, um no corpo humano e outro nas organizações público/privada.

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