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Capa ed.96 - Chave para abrir portas do mercado de trabalho

por Administrador do portal 05/11/2013 09h41

 

Ter uma graduação e uma pós-graduação já não é mais suficiente para se destacar no mercado de trabalho. Hoje, as empresas já não se contentam mais com a formação nos bancos acadêmicos – e até mesmo com mestrados ou doutorados. É por isso que vêm ganhando força nos últimos anos as chamadas certificações profissionais.

Embora em algumas áreas esse tipo de qualificação tenha se iniciado na década de 1970 em âmbito mundial, é agora que ela cresce em ritmo mais acelerado, principalmente no Brasil.

Atendendo a essas demandas de mercado, a partir deste ano administradores e tecnólogos em determinada área da Administração, registrados nos Conselhos Regionais de Administração (CRAs) poderão participar do programa de Certificação Profissional instituído pelo Conselho Federal de Administração (CFA), que iniciará certificando os profissionais da área de Recursos Humanos.

O programa pretende oferecer a opção de reconhecimento da capacitação profissional como diferencial para suas carreiras pessoais, ao mesmo tempo em que instrumentaliza as organizações empregadoras – públicas e privadas – para a qualificação de seus colaboradores, além de valorizar a carreira profissional e estimular a Academia a melhor cumprir seu papel na formação dos estudantes da área, seja nas fases de graduação ou pós-graduação.

Tendo como característica principal a adesão voluntária dos administradores e tecnólogos em determinada área da Administração, o programa significa relevante evidência do grau de profissionalização do mercado, contribuindo concretamente para o fortalecimento da imagem e credibilidade da profissão perante a sociedade em geral e os segmentos profissionais específicos.

A certificação profissional – um dos temas do 39º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (Conarh), realizado em São Paulo este ano – vem crescendo em ritmo acelerado e ganhando diversas áreas do conhecimento nos últimos anos, como explica o presidente do Instituto Brasileiro dos Consultores de Organização, Cristian Welsh Miguens.

“Inicialmente nas áreas de processo, onde talvez a mais antiga delas e provavelmente a mais reconhecida seja fornecida pelo Project Management Institute (PMI). Porém, com a crescente regulamentação dos setores contábil e financeiro, surgem certificações profissionais cada vez mais procuradas para os profissionais que se desempenham nessas áreas”, informa.

Antes, a graduação e a pós-graduação dos profissionais eram quase que suficientes para as corporações. Principalmente os MBAs, que se tornaram populares e viraram “moda” para classificar um bom profissional. “Na medida em que as instituições de ensino não conseguem acompanhar o ritmo das mudanças, esses programas ficam defasados com relação ao conhecimento e ao desenvolvimento das competências. Então, ganham importância as certificações”, explica o especialista. Miguens diz ainda que no início as certificações se desenvolveram sobre modelos com base em campos de conhecimento da profissão. Evoluem, segundo ele, para modelos de competências, ou seja, um misto de conhecimento, habilidades e ação (CHA). “Hoje não adianta mais o conhecimento pelo conhecimento; não adianta possuir uma determinada habilidade se ela não for usada profissionalmente para gerar riqueza”, observa.

Assim, a certificação já ganha reconhecimento em diversas áreas, como a Chartered Financial Analyst, na área financeira – que equivale praticamente a uma pós-graduação. Na área técnica, há algumas certificações também, como as oferecidas pela Microsoft, Cisco ou Oracle, por exemplo. Já no setor de recursos humanos, algumas siglas de certificaçõesjá começam a aparecer, e é neste caminho que o Sistema CFA/CRAs pretendecontribuir para o profissional de Administração. No congresso em São Paulo, a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) mostrouse interessada em ampliar cada vez mais o reconhecimento das certificações profissionais.

Em algumas áreas, ela já não é mais apenas um diferencial, mas um requisito. Para o presidente do PMI – São Paulo (Project Management Institute), João Gama Neto, a certificação define um padrão profissional para o mercado global. “Afinal, temos hoje milhões de profissionais com sua formação, cultura e experiência”, observa. Hoje, se o profissional deseja um bom emprego em gerenciamento de projetos, por exemplo, a certificação Project Management Professional (PMP) é considerada um item no currículo que vai diferenciar significativa e positivamente o profissional no mercado, como explica João Gama Neto.

“Vejo como fundamental o profissional demonstrar para o empregador que ele está se desenvolvendo continuamente por meio de capacitação e certificações”, afirma. O PMI é uma associação sem fins lucrativos criada em 1969 na Filadélfia, que advoga pelo profissionalismo em gerenciamento de projetos e define normas e certificações reconhecidas globalmente.

Ele relata que um profissional com a certificação ganha, em média, 15% mais do que outro que não tem essa mesma qualificação. “Sem falar que grande parte das boas oportunidades profissionais exige o PMP, abrindo, inclusive, oportunidades para quem busca carreira internacional”, destaca. Miguens, por sua vez, considera alguns pontos relevantes para uma boa certificação profissional, como: ser elaborada por uma entidade reconhecida e com credibilidade no mercado – e independente; ter um processo transparente, que demonstre claramente os elementos de prova que deverão ser produzidos pelos candidatos e os mecanismos e critérios de avaliação dos mesmos e por fim, revisão e atualização periódicas dos campos de conhecimento, dos modelos de competências e de todo o processo.

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Ed.96 Setembro/outubro

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