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Em discussão - E se fosse você... ...no lugar de Eike Batista?

por Administrador do portal 05/11/2013 10h06

 

PROFISSIONAIS das mais diversas regiões do Brasil dão sua opinião sobre os erros e acertos do empresário que acumulou fortuna e hoje vive numa crise sem precedentes

Quem acompanha o noticiário sabe o que o empresário Eike Batista vem enfrentando desde o final de 2012. Gestor do Grupo EBX, com negócios nas mais distintas áreas (de mineração a alimentação), no ano passado chegou à sétima posição no ranking das maiores fortunas do mundo, mas já em novembro começaram (ele e as empresas) a ter grandes perdas. Hoje enfrenta crise financeira e de credibilidade.

Afinal, quais foram os acertos e os erros de Eike Batista? O que fariam de diferente? Esta pergunta a Revista Brasileira de Administração (RBA) fez a profissionais de Norte a Sul do País – de iniciantes ao mais experiente.

Administrador da Fundação Municipal de Saúde de Teresina, graduado em Administração pela Universidade Federal do Piauí, Adm. Luís Antônio Rabelo acredita que os principais méritos de Eike Batista estão “na sua ousadia e na sua capacidade de articulação”. “Com tais características, ele conseguiu ir onde poucos foram e vendeu ideias que se traduziram em uma captação de recursos extraordinária para suas empresas, ultrapassando a marca de 25 bilhões”, afirma Rabelo, sobre os acertos do empresário.

Sobre os erros, segundo o Administrador, foi o fato de Eike Batista não ter tido muita cautela, nem em suas atitudes e gestão. “Passou a vender aquilo que não podia entregar. O excesso de vaidade também colaborou para o eminente colapso financeiro das empresas de Eike”, opina.

O Administrador piauiense sugere que “o que poderia ser feito, nesse momento, seria adotar uma postura mais cautelosa aliada a uma mudança de personalidade e estilo de gestão que transmitisse confiança ao mercado e aos investidores”.

Do Nordeste para o Centro-oeste brasileiro. O Administrador José Fabrício Nascimento acredita que a presença forte na mídia (pelo menos há dez anos) teria levado o mercado financeiro, extremamente especulativo, a depositar créditos no conceito da organização de Eike Batista que,como consequência, teria crescido exponencialmente.

“Porém, penso que a estrutura física e administrativa não acompanhou tal crescimento dos ‘papéis’ e, mais cedo ou mais tarde, acabaria com uma queda tão brusca quanto o crescimento. Talvez o eventual ‘erro’ do líder do grupo tenha sido superestimar o conceito de positividade que suas empresas ganharam com os anos, e acreditava que tal quebra não aconteceria nem nos piores cenários do mercado financeiro”, afirma Nascimento.

Uma maneira pela qual o Administrador de Mato Grosso enfrentaria a situação seria “admitir a falha, prestar contas abertas aos investidores e perceber como foi importante aprender com os erros”. O Administrador José Fabrício Nascimento é gestor de Desenvolvimento Humano de restaurantes de Cuiabá e atua com recrutamento e seleção, treinamento, desenvolvimento, políticas de valorização de colaboradores e afins.

Experiência

A carreira de administrador de Cláudio Forner teve início quando, em 1996, ele abriu uma empresa de consultoria e treinamentos na área de comércio exterior. Sobre o tema, escreveu vários livros. Em 2001, mudando a área de atuação, direcionou a empresa para assessorar nas áreas de modelagem de negócio, inovação em territórios, desenvolvimento de treinamentos e metodologias de capacitação empreendedora e intra empreendedorismo.

Ao todo, são mais de 20 anos de experiência em Administração. Do Rio Grande do Sul, Forner tem uma opinião bem formada sobre o desempenho de Eike Batista – a quem considera um dos maiores empreendedores do Brasil - no mercado. “Todo negócio envolve riscos e a capacidade de enfrentá-los com maior ou menor ímpeto, diferencia aquilo que chamamos de personalidade empreendedora. O Eike Batista transita acima da média, tratase de uma figura ímpar e, torna-se evidente que pela dimensão dos seus negócios, o impacto de uma queda súbita torna-o manchete constante”, afirma.

Soluções possíveis

Do que fez Eike Batista, Cláudio Forner elencou quatro atitudes que não faria:

“1. ao invés de projetos simultâneos, eu desenvolveria um modelo escalonado;

2. adotaria um modelo de gestão descentralizado para não bater de frente, sistematicamente, com os gestores;

3. adotaria um estilo que evitasse o excesso nde exposição pública;

4. não me envolveria diretamente com política”,

conclui Forner, que acredita na recuperação de Eike Batista.

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Ed.96 Setembro/outubro

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