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Trocando o que se tem de melhor: o conhecimento

por Administrador do portal 07/03/2014 15h37

 

Paulo Freire já ditava para quem quisesse copiar: “ninguém nasce feito; é experimentando- nos no mundo que nós nos fazemos”. E ninguém melhor que o filósofo brasileiro da educação para enunciar um texto sobre a importância do conhecimento e das experiências sempre como aprendizados. Experiências essas que cada vez mais buscam, fora do país, os profissionais das mais diversas áreas. A Administração está entre as áreas que encontram no Intercâmbio Cultural oportunidades de crescimento, resultados e mais negócios (por que não?). Independe do tamanho da empresa que representam ou administram. Independe, também, da situação em que esse profissional se encontra – se quer entrar no mercado ou permanecer e, como o mercado, ser dinâmico.

Essa busca é realmente crescente. “Este ano cresceu de 15 a 20% essa procura. Em 2014, a tendência é que aumente ainda mais”, afirma Ana Beatriz Faulhaber, diretora-executiva e sócia-fundadora da CP4, uma empresa carioca de consultoria educacional especializada em cursos no exterior e que desde 1990 trabalha fazendo pontes entre os profissionais e as experiências interculturais. Segundo Beatriz, com o intercâmbio os profissionais ou empresas estão atrás de estabelecer contato, comunicar-se. Porém, não é só isso. “O que hoje os profissionais, de todas as idades, que não buscam essas experiências podem estar perdendo é o que está debaixo da ponta do iceberg; que ultrapassa a simples questão do idioma. São dos detalhes daquela cultura daquele país; de uma vivência que lhe permita uma integração e um fluir melhor que, somados à formação e ao conhecimento acadêmico, trazem melhores resultados”, completa a especialista.

O que hoje os profissionais, de todas as idades, que não buscam essas experiências podem estar perdendo é o que está debaixo da ponta do iceberg; que ultrapassa a simples questão do idioma. São dos detalhes daquela cultura daquele país; de uma vivência que lhe permita uma integração e um fluir melhor que, somados à formação e ao conhecimento acadêmico, trazem melhores resultados

Ainda de acordo com a executiva, o intercâmbio e a troca de experiências com outras culturas é uma demanda do mercado. “O mercado – da maneira como hoje muda e é dinâmico – exige também competências comportamentais e demonstrações dessas nas práticas do dia a dia. E os profissionais e administradores sabem disso”, diz Beatriz. Tanto que, em termos de mercado, segundo ela, o que se percebe são duas situações: dos profissionais que sabem que para entrar no mercado é preciso estar pronto e realmente investir nas oportunidades, seja em acordo com empresas do exterior ou parceiros para investimentos; e dos profissionais que já estão no mercado, têm um nível de expertise em sua área, mas percebe que o mercado muda rápido e ele precisa se adaptar.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Em um mundo globalizado e conectado como o de hoje, intercâmbio não se restringe apenas aos profissionais e empresas privadas. O Centro Internacional de Inovação e Intercâmbio em Administração Pública (CIIIAP), por exemplo, é fruto de uma parceria entre o governo do estado da Bahia e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (Undesa), órgão ligado às Nações Unidas. Criado em 2001, desde 2007 o centro está atrelado à Secretaria da Administração daquele estado. Como explica Elba Andrade, coordenadora técnica do CIIIAP, os objetivos do centro são: fortalecer e apoiar políticas de aperfeiçoamento da gestão; promover o intercâmbio de inovaçõese o aprimoramento de tecnologias voltadas para o desempenho da administração pública de forma global, com ênfase na cooperação sul-sul. Ou seja, é uma troca de experiências em administração pública – da Bahia com o mundo inteiro.

 

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Ed.98 Janeiro/Fevereiro

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