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Certificação Profissional: nem vaidade, nem competição. Necessidade

por Administrador do portal 12/05/2014 17h11

 

Em tempos em que o mercado é voraz – em competitividade, oferta e demanda –, assim como são altos os padrões críticos e de exigência dos clientes, a certificação profissional passa a ter um valor muito maior e mais significativo do que a simples garantia de um bom futuro a um único trabalhador. Seja na administração pública ou na privada, garantir eficiência e qualidade é questão de sobrevivência.

Para o consultor em Gestão Empresarial e de Pessoas Vicente Picarelli Filho, sócio aposentado da Deloitte, não é de hoje que se atribui às pessoas o título de “ativo mais valioso da organização”. Porém, entre o discurso e a prática, segundo o especialista, levou-se algum tempo. “Hoje não existe mais dúvida de que as organizações de sucesso são aquelas que souberam valorizar seus profissionais, dando-lhes condições de crescimento e reconhecendo suas contribuições ao negócio da empresa. Na era do conhecimento, as pessoas fazem a diferença nas organizações, agregando valor aos negócios por meio de processos eficientes, contribuições aos resultados, inovações”, complementa.

O Administrador Ricardo Antonio
Gallina, gerente de Recursos Humanos na Sementes Roos, uma das principais empresas do agronegócio do Sul do Brasil, foi o primeiro a receber a certificação
profissional emitida pelo Conselho
Federal de Administração (CFA).

Ele, que já foi responsável pela Consultoria de Capital Humano da empresa no Brasil e América Latina, garante que a relação entre a competitividade da empresa e o reconhecimento dos profissionais que atuam na gestão é direta, verdadeira e virtuosa. “É fato que os profissionais que atuam na gestão desenvolvem instrumentos de acompanhamento de negócios que suportam melhores decisões”, afirma Picarelli. Sobre a certificação profissional, o consultor diz ser importante por tornar pública a capacidade de realização de um profissional em determinada área. Para ele, a validação se torna mais importante quanto mais séria e reconhecida for a instituição acreditadora. “Uma boa forma de escolher uma instituição é verificar se, além de certificadora, ela também representa e regula os interesses de determinada profissão”, orienta.

NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

A melhoria no desempenho e a excelência dos serviços oferecidos pela administração pública têm estado no centro das reformas no mundo inteiro, pelo menos desde o final da década de 1990. De países como a Inglaterra, de Margaret Thatcher, Nova Zelândia, Austrália e Canadá, foi se generalizando.

No Brasil, como explica Regina Pacheco, coordenadora do mestrado Profissional em Gestão e Políticas Públicas da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), essas respostas vieram primeiro em âmbito de Estado. “Minas, Pernambuco, São Paulo. Esses estados brasileiros vêm, mais visivelmente, dando resposta à ideia de que o cidadão é um usuário e também deve receber serviço de qualidade, com melhorias na gestão de processos e reorganização das estruturas”, afirma.

Seguindo essa tendência, considerando que o capital humano, assim como as estruturas, são fundamentais para atender aos anseios do mercado e dos clientes, a certificação profissional também tem surgido como alternativa para a garantia da qualidade das empresas e órgãos públicos.

 

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Ed.99 Março/Abril

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