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Tênis, Gestão e Mérito [artigo]

por Administrador do portal 12/05/2014 17h04

 

Mesmo vivendo no país do futebol, o tênis é meu esporte favorito. Um dos aspectos mais admiráveis desse jogo é a explícita expectativa de que seus players tenham uma postura de total fair play. Um exemplo disso dá-se quando o “acaso” cria uma vantagem não justa para um dos lados. Essa situação acontece quando um jogador ganha um ponto por ter a bola batido na rede, tendo sua direção alterada conduzida o seu adversário ao erro. O ponto é dado a quem de direito, mas, invariavelmente, quando isso ocorre, o jogador favorecido levanta a mão num pedido de desculpas ao seu oponente por ter ganho com o auxílio da imprevisibilidade. Desculpa-se por ter auferido alguma vantagem não totalmente justa. Por trás desse gesto, está a recusa de aceitar uma conquista não resultante do próprio talento e esforço. A vitória deve ser uma consequência da combinação desses dois elementos, só então o mérito é devido.

Como seria bom se nas empresas essa fosse a tônica dominante para a escolha dos seus gestores. Como todos sabemos, nem sempre é assim. Em alguns caos, não são o talento, o esforço, o conhecimento, os resultados, os elementos decisivos para ocupar uma posição nos níveis de gestão, mas sim as conexões com as pessoas “certas”. Os chamados relacionamentos “estratégicos” em alguns ambientes são os critérios
decisivos. Não raro, os gestores escolhidos unicamente pela proximidade relacional com pessoas influentes dentro de uma organização demonstram ser os menos talentosos, esforçados e competentes. A meritocracia é violada na sua essência e, quando isso acontece, a derrota do time é eminente.

 Por: Dr. Eduardo Rosa Pedreira


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