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Acabou as férias? Esteja pronto para voltar ao trabalho

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por imprensa 03/08/2016 11h15
O retorno à rotina e às obrigações profissionais após um período de descanso pode causar reações diferentes em cada profissional

Nada melhor do que um merecido descanso após um ano inteiro ou mais de trabalho duro, não é mesmo? Mas, quando chega o fatídico momento de dizer adeus às férias e retornar ao trabalho, você se sente motivado ou deprimido?

O retorno à rotina e às obrigações profissionais após um período de descanso pode causar reações diferentes em cada profissional. Há quem costuma retomar as funções com as energias renovadas e se sentindo motivado, e, por outro lado, há quem é acometido pelo estresse, apresentando dores musculares, cefaleia, cansaço, angústia e ansiedade.

Se este é o seu caso, saiba que você não está sozinho: uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR) apontou que 23% dos brasileiros em idade economicamente ativa sofre com este problema, conhecido também como depressão pós-férias.

O problema aparece quando o funcionário volta ao trabalho. Nessa fase, é comum que ele sinta desânimo, tenha dificuldades de concentração e falta de vontade para realizar as tarefas. “Esses sintomas costumam ser passageiros para a maioria, mas se eles persistirem por mais de duas semanas é hora ligar o alerta vermelho e procurar um especialista”, explica o presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Sebastião Luiz de Mello.

Segundo o especialista, o problema aparece quando o profissional está descontente com seu trabalho atual, afirmação que vai de encontro com os resultados da pesquisa já citada, que revelou que 93% das pessoas vítimas desse mal estão insatisfeitos profissionalmente. “Pressão, falta de perspectivas de ascensão profissional ou conflitos frequentes com colegas são alguns dos fatores que contribuem com este sentimento”, explica.

Mas, o que fazer para evitar que o desânimo se transforme em depressão? O segredo está em rever os objetivos profissionais, como comenta o presidente do CFA: “Para quem está descontente, a melhor saída é mudar de emprego. Esta atitude deixará o profissional livre para buscar algo que proporcione maior satisfação”.

Outra opção apontada é tentar se adaptar a rotina. “O funcionário que está insatisfeito, mas não quer abrir mão do emprego, precisa buscar compensações para a falta de motivação. Essa compensação pode ser um trabalho voluntário ou a prática de um hobby prazeroso”, sugere Mello.

A terceira dica é fracionar o período de férias, quando for permitido pela empresa, tomando o cuidado para não deixar um intervalo grande entre os descansos; afinal, “ficar muito tempo sem tirar férias pode prejudicar a saúde e comprometer, inclusive, a produtividade dentro da empresa”, finaliza o especialista.

Fonte: Catho