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CFA

Alinhamento Organizacional e sustentabilidade

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por imprensa 23/08/2016 14h29
Sem alinhamento, o resultado é sempre um desempenho pobre

As Organizações inteligentes já sabem há muito tempo que aquilo que realmente importa - independentemente do seu ramo de negócios - são as pessoas, sejam seus funcionários, sejam seus clientes, sejam seus parceiros de negócio. Tais Organizações sabem com forte convicção de que seus negócios só atingem bom desempenho caso as pessoas envolvidas, direta e indiretamente nos processos, estejam fortemente "alinhadas" com a forma como a empresa opera em seu mercado, considerando variáveis essenciais como a cultura organizacional, a cultura local, os valores, a missão e a visão da empresa, relações interpessoais, normas e condutas éticas, responsabilização e empowerment, senso de pertencimento e coletividade, transparência relacional, etc, muitas coisas que impactam no grau de alinhamento existente em um negócio.

Entretanto, embora o conceito de "alinhamento Organizacional" seja tão difundido e tão exaltado no mundo dos negócios, ele, na prática, não é executado efetivamente pela maioria das empresas. Muitos paradigmas envolvem essa dificuldade de colocá-lo em prática, de forma a fazer convergir os objetivos do negócio com os objetivos dos colaboradores. Sem "alinhamento" isso não existe, e os resultados são os piores possíveis. Alguns "tabus" certamente contribuem para a existência dessas dificuldades, como pensar o negócio somente em termos de faturamento, ou de não desenvolver uma cultura aberta a diversidade e embasada em termos de compromisso, responsabilidade, ética, sustentabilidade, flexibilidade, tolerância, empatia, feedback, etc. Sem esses termos, não há alinhamento. E sem alinhamento, o resultado é sempre um desempenho pobre.

Note que o desempenho que me refiro não se limita ao indicador financeiro. Na verdade, o lucro que é a base de orientação dos modelos de desenvolvimento atuais não pode convergir, de forma satisfatória, com os demais elementos constitutivos que conceituam os termos sustentáveis. Para que o lucro seja passível de desempenho sustentável, ele deve ser encarado como uma consequência natural da forma pela qual a empresa opera. De fato, isto não é feito e os resultados frustrantes comprovam desperdícios diversos em termos de tempo, recursos humanos, credibilidade, dinheiro. Mas o que a sustentabilidade tem haver com o alinhamento Organizacional até agora referenciado?

Essa é uma excelente questão. O próprio conceito de sustentabilidade é extremamente complexo e amplo demais, uma vez que possui cerca de 80 conceituações e pouquíssima profundidade. Lá nos anos 1970 ele era orientado, quase que exclusivamente, à política ambiental e era desvinculado das causas sociais e econômicas. A partir dos anos 1990, ele foi "subutilizado" de seu preceito original para legitimar o alcance selvagem e predatório por lucro. Somente, há cerca de 10 anos, ele começa a ganhar uma certa consistência em seu conceito que começa a convergir para o tripé sustentável - social, ambiental e econômico. Mas, ainda, há muito a se fazer para torná-lo mais sinérgico.

Então, já podemos identificar a relação entre alinhamento Organizacional e sustentabilidade. Há um ponto em comum entre eles: ambos precisam encontrar um equilíbrio entre o meio em que ocorrem as interações. Portanto, as Organizações que desejam implementar um alinhamento efetivo precisam desenvolver uma cultura "equilibrada" com os objetivos de seus stakeholders. Certamente que haverá diversos paradigmas envolvidos em torno desta questão, mas os elementos "cultura" e "missão" devem ser encarados com maior grau de seriedade pelos gestores do negócio. Afinal, como eu, gestor, posso esperar um bom desempenho de minha empresa se desconsidero e negligencio a base para ele ocorra?                                                                                          

Fonte: Administradores.com