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Tendências: Carreiras interdisciplinares devem ficar em alta até 2020

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por imprensa 10/09/2013 08h49
Profissões que misturam áreas do saber são lavancadas por tendências no Brasil e no mundo

 

Profissões que misturam áreas do saber são alavancadas por tendências no Brasil e no mundo

Lilian Sousa tem 17 anos, cursa o 3.º ano do ensino médio e há um ano já sabe o que vai estudar na faculdade: Gestão Ambiental. “Todo mundo fala que é uma das profissões do futuro, mas quero fazer porque é o que gosto”, diz. Ela já decidiu também que vai se especializar em remediação de áreas contaminadas.

A área escolhida por Lilian é promissora. Uma pesquisa realizada pelo Programa de Estudos do Futuro (Profuturo), da Fundação Instituto Administração (FIA), reforça o que dizem os especialistas: as carreiras que devem permanecer em alta nos próximos anos são interdisciplinares, ou seja, surgem da combinação entre diferentes formações e competências.

“Essas profissões são alavancadas por macrotendências observadas no Brasil e no mundo, como a preocupação com o meio ambiente e a busca pela qualidade de vida e inovação”, afirma Renata Giovinazzo Spers, que coordenou o estudo Carreiras do Futuro, lançado com base nas profissões que ainda serão relevantes em 2020.

Dessas, as posições de gerente de ecorrelações, de inovação e de marketing e-commerce foram as três carreiras emergentes com maior probabilidade de sucesso no mercado de trabalho no futuro.

Mas há espaço para outras áreas. O Painel de Oportunidades do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) registra um aumento no número de vagas nas modalidades de engenharia e nas áreas de infraestrutura, tecnologia da informação (TI), agronegócio, saúde, farmácia, cosméticos e óleo e gás desde 2009.

“Todas essas áreas demandam um forte conhecimento técnico. Daí a preocupação em preparar profissionais que atuem com um foco específico”, afirma Maria Ester Pires da Cruz, gerente de desenvolvimento do Núcleo de Carreiras do Insper. De acordo com ela, essa exigência do mercado indica a capacidade analítica como um requisito importante para o desenvolvimento dessas atividades.

“Quando entrei na faculdade, em 2006, o curso tinha apenas 12 anos. E ainda hoje as empresas não sabem muito bem como lidar com esse tipo de profissional”, diz Danielly Freire, formada na quinta turma de Engenharia Ambiental da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e uma das primeiras trainees de um programa voltado para a sustentabilidade oferecido pela GE do Brasil.

Há um mês, Danielly atua na área de saúde, segurança e meio ambiente da empresa. Ela colhe informações sobre taxas de acidentes e faz o inventário de energia, de emissões de gás carbônico e das metas de sustentabilidade. “O pessoal acredita que somos mais ambientalistas do que engenheiros, mas tenho de fazer tudo, até mesmo cálculos, só que com um foco ambiental”, afirma Danielly.

Tradição. Como o Brasil passa por um momento de maior desenvolvimento da infraestrutura, carreiras tradicionais – especialmente as engenharias – devem continuar em alta nos próximos anos. É o que diz Marcelo Henrik, diretor no Brasil da Laureate, um grupo americano de ensino.

Paralelamente, novas indústrias começam a despertar a atenção do mercado consumidor e, com isso, a proporcionar mais empregos.“Percebemos que posições nas áreas de gastronomia, estética e moda interessam muito aos jovens e estão crescendo no mercado de trabalho”, diz Henrik.

 

Thiago Mattos - Especial para o estadão.edu
Fonte: O Estado de S.Paulo