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É possível prever o sucesso de uma start-up?

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por imprensa 23/10/2015 17h41
Não é nada fácil prever o sucesso de uma start-up. E descobrir a fórmula para isso vale alguns milhões de dólares.

Os fundos de venture capital (VC) que o digam, já que grande parte deles perde muito dinheiro ao apostar em ideias que fracassam.

Mas há novidades que podem ajudar os investidores e empreendedores a prever as chances de uma ideia vingar como bom negócio. Erin Scott, da National University de Singapura, Pian Shu, da Harvard Business School, e Rioman Lubynsky, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), mostram, em pesquisa desenvolvida por eles, que é possível antecipar se uma ideia de start-up tem possibilidade de dar certo em alguns setores e que isso é praticamente impossível em outros.

Walter Frick, editor sênior da Harvard Business Review, comenta os resultados da pesquisa em artigo no blog da publicação.

Os pesquisadores estudaram uma base de dados com 652 negócios monitorados pelo Venture Mentoring Service do MIT, serviço que conecta idealizadores de negócios com mentores. Nesses negócios, os mentores decidem se querem ou não trabalhar com determinada start-up baseados apenas na ideia que lhes é apresentada.

Na pesquisa, comparou-se o interesse inicial de cada mentor pela ideia e o resultado final do negócio. Os dados mostram que, quanto maior o interesse inicial do mentor, maiores as chances de a start-up ser bem-sucedida e de atrair fundos de VC e investidores-anjo.

De forma geral, aquelas que são avaliadas como boas ideias tiveram maior probabilidade de sucesso. Mas quão maior é ela, quando comparada com as de ideias que não parecem ser tão boas?

Aquelas que foram consideradas as mais interessantes pelos mentores tiveram 26% mais possibilidades de fazer sucesso do que as outras. Segundo os pesquisadores, esse resultado, apesar de estatisticamente significante, mostra também que prever o sucesso de uma start-up baseada apenas na ideia inicial é muito difícil.

Ao separar os dados por setor de negócio, eles identificaram que o interesse dos mentores era mais forte para ideias relativas a produtos que demandam intensiva pesquisa e desenvolvimento, como ciências da vida, energia e hardware. Já para softwares e bens de consumo, a relação direta entre interesse do mentor e sucesso do produto não se mostrou significativa.

Para Frick, a pesquisa reforça a ideia de que é muito difícil prever o sucesso de uma ideia no começo de uma start-up, especialmente em indústrias que não exigem intensivos trabalhos de pesquisa e desenvolvimento.

Assim, os dados mostram para empreendedores e investidores que, se mesmo mentores experientes conseguem nesse campo resultados pouco melhores que a média, o melhor caminho na hora de apostar em uma start-up é considerar, além da ideia, fatores como a qualidade da equipe inicial e a atração pelo negócio entre os consumidores.

 

Fonte: HSM