Você está aqui: Página Inicial / Serviços / Notícias / CFA / Investindo no futuro

CFA

Investindo no futuro

Comments
por imprensa 16/05/2014 13h52
Escolas brasileiras começam a preparar para a carreira

Nos últimos meses, executivos da área de recursos humanos de empresas como IBM, Stefanini e Natura passaram a visitar a Escola Sesc de Ensino Médio, no bairro carioca da Barra da Tijuca. O objetivo deles é conhecer como funciona a instituição, na qual estudam 500 alunos oriundos de colégios públicos e de famílias com renda de um a cinco salários mínimos.

A escola seleciona 165 estudantes por ano entre mais de 8 000 candidatos de todos os estados, que veem ali uma oportunidade de concluir o ensino médio com uma formação de qualidade — está entre as dez melhores escolas do Rio de Janeiro. “Queremos que os alunos saiam daqui prontos para os desafios da vida e da carreira”, diz Claudia Fadel, diretora da escola.

Na prática, as disciplinas tradicionais são ensinadas na Escola Sesc de forma que os alunos compreendam como aplicar o conhecimento no dia a dia. Os estudantes mantêm, por exemplo, uma miniagência de publicidade para produzir o material usado na comunicação interna.

Um laboratório para fabricar biodiesel serve de apoio às aulas de física e química. Uma vez ao ano, as turmas excursionam para conhecer parte do conteúdo do currículo na vida real — como história em Outro Preto, geografia e urbanismo em São Paulo e biologia no Pantanal.

Nessas atividades, os alunos desenvolvem habilidades como autonomia, criatividade e trabalho em equipe. Os resultados têm chamado a atenção das empresas. “Fiquei impressionada com os alunos”, afirma Luciana Camargo, diretora de recursos humanos da IBM, que já visitou a escola. “Eles parecem mais preparados para o mercado de trabalho do que a maioria dos adolescentes.”

A Escola Sesc é um exemplo aplicado de uma tese cada vez mais forte entre os educadores: a de que boas notas não bastam para garantir um bom futuro profissional. Um dos defensores da ideia é o americano James Heckman, prêmio Nobel de Economia.

“Os professores têm de ajudar os alunos a moldar traços de personalidade vitais para a carreira”, diz. Especialistas dividem essas características, chamadas de socioemocionais, em cinco categorias — equilíbrio emocional, extroversão, cooperatividade, consciência profissional e abertura a novas experiências.

Uma das consequências dessa maneira de encarar a educação é a revisão dos métodos de avaliação dos estudantes. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) discute alterar o exame Pisa, aplicado em mais de 60 países para mensurar o aprendizado de jovens de 15 anos.

 

Fonte: site da revista Exame