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Liderança e Gestão Pública, o que falta?

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por imprensa 15/08/2016 10h30
Por que, no setor público, ainda pouco se fala sobre Liderança?

Liderança, um tema totalmente em voga, super comentado e estudado em vários âmbitos, nas universidades, nas empresas privadas, seja de grande porte até as microempresas, nas rodas de amigos se fala em liderança, da empresa onde trabalha até de algum comentário que se ouviu no transporte público, no café da padaria, em qualquer lugar, entretanto no serviço público, por que é tão pouco difundido este tema?

Mal existem trabalhos falando sobre liderança na gestão pública, acredito também até porque seja um tema razoavelmente recente no Brasil. Começou-se a falar em Liderança na administração do setor público no início da década de 90 com o ex-ministro da fazenda (durante o governo do ex-presidente José Sarney) e ex-ministro da Administração e Reforma do Estado (durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso), Luiz Carlos Bresser-Pereira, que, aliás, através deste último cargo que se iniciou esta transformação na gestão pública. O Ministério da Administração e Reforma do Estado tinha como objetivo central, nas próprias palavras do ex-ministro “contribuir para a formação no Brasil de um aparelho de Estado forte e eficiente”. Esta reforma estava pautada em três princípios, conforme Bresser-Pereira apresenta em seu site:

 

a) uma dimensão institucional-legal, voltada à descentralização da estrutura organizacional do aparelho do Estado através da criação de novos formatos organizacionais, como as agências executivas, regulatórias, e as organizações sociais; b) uma dimensão gestão, definida pela maior autonomia e a introdução de três novas formas de responsabilização dos gestores – a administração por resultados, a competição administrada por excelência, e o controle social – em substituição parcial dos regulamentos rígidos, da supervisão e da auditoria, que caracterizam a administração burocrática; e c) uma dimensão cultural, de mudança de mentalidade, visando passar da desconfiança generalizada que caracteriza a administração burocrática para uma confiança maior, ainda que limitada, própria da administração gerencial.

 

Para a gestão pública, foi uma revolução, entretanto, são objetivos um tanto quanto comuns ao mundo corporativo, administração por resultados, formatos organizacionais, Liderança, Gestão. Com isso já se vão pouco mais de 20 anos. Muitas coisas melhoraram, como até já citei em outros artigos, a criação das Organizações Sociais (OS’s), Agências Regulatórias (ANEEL, ANTT, etc), as PPP’s (Parcerias Público-Privada), mas parece que ainda está faltando alguma coisa...

Ainda se vê em algumas instituições públicas “O Chefe”, a figura do tecnocrata, que não leva em consideração o lado humano, o aspecto social, só analisa o problema de forma fria, buscando uma solução técnica e prática e que muitas vezes nem isso consegue, ele seque ouve seus colaboradores e parceiros, simplesmente ele é o chefe, afinal, ele não erra, ele, quando muito, se engana.

Ainda nos dias atuais, em pleno século XXI, é o que falta em nossa cultura, o Líder na Gestão Pública, o Líder na resolução de problemas e situações, visando o contexto, o cliente, a pessoa, buscando alternativas, com ética e transparência, não um chefe, este profissional precisa ser “O Líder”, o Gestor, o Administrador, que luta por ideais, que almeja um país melhor, que sonha com um futuro, enfim, um cidadão brasileiro, que não desiste nunca! Até a próxima.

 

Fonte: Administradores.com