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Mudar tipo de letra de impressão pode poupar milhões

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por imprensa 01/04/2014 14h38
Ao mudar o tipo de letra para Garamond nos documentos oficiais a economia é de 370 milhões de dólares

Um estudante de 14 anos calculou que ao mudar o tipo de letra para Garamond nos documentos oficiais, os Estados Unidos podem poupar anualmente 370 milhões de dólares (269 milhões de euros). Tudo isto devido à quantidade de tinta gasta.

Suvir Mirchandani, aluno do liceu de Dorseyville em Pittsburgh, Pensilvânia, decidiu analisar uma maneira de reduzir o gasto de tinta. O estudante começou por fazer uma série de experiências, inicialmente para um projeto de ciências, mas que acabou por ser publicado no "Journal of Emerging Investigators", que se concentra na pesquisa de estudantes de Ensino Secundário e Ensino Superior.

Através do software APFill, que permite gastar menos tinta e toner nas impressoras, o jovem tentou perceber quanta tinta era gasta quando se escrevia as letras "e", "t", "a", "o" e "r", as mais usadas em Inglês. Para isso analisou quatro tipos de letra - Century Gothic, Comic Sans, Garamond e Times New Roman. Em seguida, Suvir aumentou o tamanho das letras e cortou um molde de cartão que se ajustava a cada letra. No fim, após três amostras para cada letra, acabou por pesar o cartão correspondente a cada uma e tirou as suas conclusões.

A investigação de Suvir Mirchandani concluiu que a escola que frequenta poderia poupar até 21 mil dólares por ano, gastando menos 24% de tinteiros de impressoras, simplesmente mudando a fonte usada na impressão.

Feitas as contas, o Garamond, um tipo de letras mais fino, permite menos gastos e se fosse trocado pelo Times New Roman, que vem com a maioria dos processadores de texto, podia conseguir-se uma poupança de milhares de dólares. "A tinta é duas vezes mais dispendiosa do que um perfume francês em volume", disse o jovem em declarações à CNN.

Face à proposta de Suvir Mirchandani, fonte oficial da Administração norte-americana disse, no entanto, que estava mais concentrada em poupar dinheiro através da publicação de documentos online, em vez de papel. "Eles não podem converter tudo para um formato digital", contestou o adolescente à estação de televisão norte-americana. "Nem toda a gente tem acesso a informações online. Algumas coisas ainda têm de ser impressas."
Fonte: Jornal de Notícias