Você está aqui: Página Inicial / Serviços / Notícias / [CFA] / [ CFA ] Discriminação: um ponto de atraso no trabalho decente

CFA

[ CFA ] Discriminação: um ponto de atraso no trabalho decente

Comments
por imprensa 05/11/2014 17h55

O terceiro dia do “Curso de Capacitação e Formação de Multiplicadores para a promoção do Trabalho Decente e Responsabilidade Social” aconteceu na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Brasília. A discussão central do dia referia-se a discriminação no local de trabalho relacionada ao gênero, orientação sexual e identidade de gênero.

Em palestra expositiva, a cientista política do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Juliana Wenceslau, descreveu o quadro social que dita a configuração do ambiente de trabalho no Brasil com base no gênero.

“Desde a década de 60 as mulheres estão saindo de casa para ocupar o seu lugar no mercado de trabalho, mas ainda continuam sendo responsáveis pelo zelo do lar”, constatou Juliana. Apesar dessa inserção no mercado, elas ganham 70% do salário destinado a homens no mesmo cargo. A realidade é ainda pior quando existem outros fatores discriminatórios como raça e orientação sexual.

A mestra em cooperação internacional da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Camila Almeida, também ministrou palestra. A sua afirmação mais incisiva foi: “quanto maior a discriminação, maior a probabilidade de violências como trabalho escravo ou forçado”. De acordo com ela, se a mulher sofre discriminação, sofreria ainda mais se fosse negra.

No intuito de resolver esses problemas a OIT tem criado convenções trabalhistas internacionais ao longo dos anos. Na década de 50 surgiram duas muito importantes, mas que nem sempre são seguidas: a convenção 100 que prevê a igualdade de remuneração e a 111 contra a descriminação no trabalho.

De acordo com dados mostrados por Camila Almeida, a OIT estipulou dimensões a serem aferidas para mensurar o avanço na luta por um sistema trabalhista justo. Os itens mensurados são: oportunidade de emprego; rendimentos adequados e trabalho produtivo; jornada de trabalho decente; conciliação entre trabalho, vida pessoal e familiar, estabilidade e segurança no trabalho, entre outras.

Após as apresentações, os participantes formaram pequenos grupos para debater o assunto abordado. Cada grupo abordou um tópico do tema central relatando o que compreendeu do problema e os meios possíveis para soluciona-los.

foto nota.JPG

 foto nota_.JPG

foto nota3.JPG

Assessoria de Imprensa do CFA