Você está aqui: Página Inicial / Serviços / Notícias / [CFA] / [ CFA ] Formação acadêmica preocupa

CFA

[ CFA ] Formação acadêmica preocupa

Comments
por imprensa 19/05/2016 19h09

Última palestra do dia expôs grandes problemas na base educacional da Administração latino-americana

Mais reflexiva, a tarde de trabalho do Congresso de Administração do Mercosul (Conamerco) trouxe a conferência “Redes de Cooperação: Uma alternativa de sobrevivência aos pequenos e médios negócios” e a palestra “O ensino da Administração na America-latina”. Questões relacionadas ao ensino acadêmico da profissão no hemisfério sul da América despertaram preocupação.

Com a coordenação do presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Adm. Sebastião Luiz de Mello, a conferência contou também com a exposição do especialista Nilmar Paul. O presidente do CFA fez um panorama das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) brasileiras, lembrando que essas organizações colocam o país em terceiro lugar na competitividade mundial. Ainda fez questão de salientar: “O Administrador é o diferencial necessário para contribuir na redução de mortalidade das empresas”.

Nilmar Paul, pós-graduado em Marketing, enfatizou que a cooperação só acontece quando forças se unem frente a um único objetivo. Lembrou ainda que não se deve confundir cooperação com voluntariado, dois conceitos diferentes. “A cooperação deve ter foco no resultado. Se os objetivos forem alcançados, então todos ganham”, frisou o especialista.

A última palestra do dia foi "O ensino de Administração na America- latina”. Subiram ao palco o Adm. Nério Amboni, o conselheiro federal e diretor de formação profissional do CFA Adm. Mauro Kreuz e os professores Daniel Reboredo, do Uruguai, Leopoldo Salazar, do Chile e Lucas Solis, da Argentina.

O conselheiro Mauro Kreuz iniciou o debate chamando atenção para a precariedade na educação e a falta de comprometimento dos professores e estudantes. Nério, por sua vez, abordou a diferença do ensino entre os países, lembrando a necessidade de fazer mudanças na estrutura das instituições e nos métodos de ensino aplicados no Brasil. O último a assumir o púlpito, o professor Salazar foi taxativo: “temos um problema grave na educação dos nossos países. A maioria dos professores não tem conhecimento daquilo que ensinam”.

A ideia final lançada no último minuto da palestra sobre o ensino da Administração fez o público voltar para casa com uma dura reflexão: como enfrentar a crise acadêmica que a America-latina vive? A questão foi o gás necessário para os trabalhos de amanhã, iniciados com a conferência “Sustentabilidade e riscos globais”, às 8h30.

 

Assessoria de Comunicação CFA