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[ CFA ] XXIII ENBRA - Atualizar para não falir

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por imprensa 31/10/2014 16h35

Vice-presidente executivo da Embraer afirma que sem inovação uma empresa não vive mais do que 10 anos

A segunda palestra do terceiro dia do XXIII Encontro Brasileiro de Administração foi ministrada pelo vice-presidente executivo de Operações da Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A (Embraer), Artur Coutinho. O tema central da apresentação foi “antecipando transformações” e abordava maneiras de como as empresas devem manter-se atualizadas para serem competitivas.

Coutinho iniciou o seu discurso contando um pouco da história da Embraer, o seu funcionamento e os métodos utilizados para que a empresa esteja sempre equiparada aos seus concorrentes.

Segundo o executivo, as organizações devem se reinventar sempre e, para isso, não é preciso, necessariamente, criar algo completamente novo. “Inovação não se restringe ao inédito. Inovar é, também, trazer coisas novas que já existem para a realidade da empresa a fim de agregar valor”, explica Coutinho.

De acordo com o conferencista, existem três níveis de inovação: a espontânea que é a base e vem diretamente das pessoas – boa ideia, por exemplo; a estimulada por processos, caso do desafio inova em que propõe desafios na rede aberta da empresa e colhe sugestões de solução do problema; e o terceiro nível, de responsabilidade da empresa, referente a criação de novos produtos e/ou serviços.

“A atualização das empresas é essencial. Sem se modernizar, uma organização não vive mais do que 10 anos”, afirmou Artur Coutinho. A falta de inovação causa obsolescência de produtos que, por sua vez, serão cada vez mais difíceis de serem comercializados. Então a empresa é levada a falência em um espaço de tempo ditado pela velocidade de atualização da tecnologia.

“Quem define o novo produto é o mercado”, foi a frase mais categórica do executivo durante sua palestra. De acordo com ele, para criar um novo produto – o que deve acontecer ciclicamente – as corporações devem consultar a necessidade do consumidor, mas não só isso. No contexto, citou o criador da Ford Motor Company, Henry Ford: “se perguntasse aos clientes o que queriam, eles responderiam ‘um cavalo mais rápido’”.

Por fim, Artur Coutinho elucidou que a inovação está diretamente ligada ao capital, entretanto não é só isso. Se a organização não for detentora de muito recurso, a criatividade e pró-atividade em gerar coisas novas é a saída. “Se não tiver dinheiro suficiente procure alternativas criativas para fazer o novo. Sem inovar, a empresa perde sua sustentabilidade”, afirmou.

Wellington Penalva

Assessoria de Imprensa CFA