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[ CFA ] XXIII ENBRA - Gestão pública em foco

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por imprensa 31/10/2014 20h06

Assunto foi amplamente debatido no XXIII ENBRA

 

O ex-ministro do Tribunal de Contas da União, Ubiratan Aguiar e o secretário de Fazenda do Estado do Ceará, João Marcos encerraram o último dia do XXIII Encontro Brasileiro de Administração (ENBRA). A palestra apresentada por eles tratou do assunto “Gestão corporativa pública: quais são os valores que influenciam fortemente o desenvolvimento e a modernidade da gestão pública”.

 

Antes de entrar no tema, Ubiratan fez um retrospecto da sua vida pública. “Hoje estou aqui para dividir com o público um pouco da minha experiência”, disse. Em seguida, ele lembrou que o país acabou de realizar eleições. Os eleitos para o Poder Executivo vão montar suas novas equipes de governo. “Essas pessoas passaram por um curso de gestão?”, questionou o palestrante, lembrando que essas equipes serão responsáveis pela gestão de recursos destinados a educação, saúde, segurança, entre outros.

 

Ubiratan ressaltou, ainda, que é preciso modernizar a administração. Na área pública, segundo ele, não há a mesma competitividade sadia comum no setor privado. Para ele, na gestão pública ainda permanece a burocratização dos processos, dificultado o crescimento e o amadurecimento do setor. “Quando tivermos uma gestão mais eficiente vamos conseguir eliminar as ervas daninhas da administração pública: a corrupção e o desperdício”, defendeu.

 

Por fim, ele se direcionou aos profissionais de Administração. “O administrador precisa ser prestigiado, olhado como o vetor do desenvolvimento”, disse. O secretário de Fazenda do Ceará também questionou a burocracia excessiva do país. Ele citou casos em que essa burocracia dificultou a compra de remédios, prejudicando o tratamento de saúde de pessoas que precisavam do medicamento. João Marcos chamou atenção também para a demora que há nos postos fiscais, prejudicando o transporte de mercadorias dentro do país. “Essa burocracia trava o desenvolvimento do Brasil. Hoje uma empresa leva quase 200 dias para se constituir tamanha é a burocratização no processo de abertura de um negócio. Precisamos descontruir esse modelo e criar outros que vão trazer eficiência e diminuir o custo Brasil. A sociedade clama por essas mudanças”, disse.