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[ CFA ] XXIII ENBRA - Primeiro o mais importante

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por imprensa 31/10/2014 16h37

Diretor de multinacional quebra o paradigma entre necessidade e essencialidade

Foco. Assim se resume a última palestra do terceiro dia de encontro. Em uma palestra com o tema “Execução da estratégia – a inovação na fase da implantação”, o Diretor da Franklin Covey Business School, Valdemir Neri, deixou claro o que considera crucial para alcançar metas e alcançar resultados sólidos em uma organização.

Após ser apresentado e subir ao palco para falar a mais de 700 pessoas, Valdemir replicou uma frase intrigante, “dizemos não para boas ideias todos os dias... assim, conseguimos dedicar a uma boa ideia”. Essa frase é de autoria do CEO da Apple, Tim Cook. O que Cook queria dizer, e o diretor da Franklin Covey conseguiu captar e transmitir ao seu público, é que sem foco não se chega a lugar algum.

Em uma hora de palestra com cases diversos, Neri “focou no FOCO”. Com essa visão explicou as etapas da inovação. “Primeiro passamos pela fase da idealização, momento em que surgem as novidades. Em seguida selecionamos algumas ideias para, por fim, implementá-las”, afirmou o palestrante.

Dentre os cases citados estava o da agência espacial americana NASA. Em 1958 a empresa tinha uma lista com oito metas a serem seguidas por todos os colaboradores da organização. No início da década seguinte, o então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy engavetou o documento e o substituiu por uma meta única, chegar a lua até o fim dos anos 1960. Em 1969 a NASA levava a sua primeira tripulação a lua.

O exemplo da agência espacial americana é bastante emblemático, pois ilustra a afirmação feita por Valdemir, “ao focar naquilo que é crucial e atingir este objetivo, todos os outros serão atingidos como consequência”. Após chegar a lua a NASA resolveu tirar suas antigas oito metas da gaveta, então se deram conta de que todas elas haviam sido cumpridas.

De acordo com Neri, duas forças conflitantes existem no mundo corporativo e nas rotinas de trabalho. De um lado o redemoinho, atividades gerenciais importantes que consomem muito tempo, mas impedem a criatividade. Do outro o processo criativo. “Não podemos deixar de lado as atividade que nos sugam o tempo, como ler e-mails, porque são essenciais a vida da empresa. Mas é extremamente necessário guardar cerca de 20% do tempo para o processo criativo”, afirma.

Encerrando a sua apresentação, Valdemir Neri usou as atribuições dos controladores de voo como exemplo de foco no trabalho. “Eles ficam em frente a um monitor com centenas de aviões, todos são importantes, mas o que requer mais atenção é o mais próximo do pouso e é nesse que está o foco”, diz. E finaliza, “foco é uma questão de intencionalidade. Diferente das rotinas diárias, ele não vem até você”.

Wellington Penalva

Assessoria de Imprensa CFA