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[ CRA-ES ] O que as empresas querem?

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por imprensa 11/06/2014 11h21

Durante palestra na noite do dia 9 de setembro, sociólogo José Pastore comentou o que as empresas buscam na hora de contratar.  Bom senso, raciocínio lógico, trabalho em grupo, comunicação, habilidade de escrita e competência em sua profissão e áreas afins. Para o sociólogo e especialista em mercado de trabalho, José Pastore, essas são as características mais procuradas pelas empresas na hora de contratar funcionários. A informação foi repassada para uma plateia de 600 pessoas na noite do dia 09 de setembro, durante a palestra “Tendências das Relações do Trabalho e Papel do Administrador Moderno”, realizada no cerimonial Itamaraty Hall, em Vitória. 

Um dos principais desafios para o profissional é investir em sua educação, uma vez que esse é o fator que garante aos profissionais a aptidão para acompanhar as necessidades do mercado. “O apadrinhamento e a conclusão de um curso superior não são mais garantias de emprego porque o funcionário incompetente gera custos e diminui a competitividade das empresas”, ressaltou Pastore.

Um fator que está alterando as relações do trabalho são o avanço das tecnologias e o aumento da concorrência. “Além da modalidade de emprego fixo, para a qual se fala em relação de emprego, surgem a cada dia inúmeras outras formas de trabalhar, como é o caso do trabalho por projeto que tem começo, meio e fim e depois disso começa outro (ou mesmo simultaneamente), o trabalho autônomo – continuo ou casual – o trabalho avulso, o trabalho a distancia e várias outras formas”, analisa José Pastore.

Neste novo cenário, o gestor assume o desafio de garantir o máximo de produtividade dos trabalhadores, ao mesmo tem que oferece qualidade de vida. “Os funcionários passaram a ser demandados a trabalharem em grupo e a cultivar valores do mundo do trabalho como pontualidade, cordialidade, disciplina e comprometimento. Porém, também passaram a exigir tratamento condigno, respeito à sua pessoa e à sua profissão, salários adequados e proteções à sua saúde física e mental. O relacionamento se tornou demandante dos dois lados”, destaca o sociólogo José Pastore.

48 anos de Administração - A palestra “Tendências das Relações do Trabalho e Papel do Administrador Moderno” abriu a programação que o Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES) preparou para o mês de setembro, quando são comemorados os 48 anos de regulamentação da profissão de administrador. Uma série de eventos gratuitos acontecerão em todo o Estado para falar sobre temas importantes da área de gestão.

Além da palestra de José Pastore, a noite do dia 09, o Dia do Profissional de Administração, foi marcada ainda pelo lançamento de um selo comemorativo dos Correios. Esta é uma forma de eternizar, por meio da filatelia, o trabalho desenvolvido pelo CRA-ES para valorizar o profissional e a ciência da administração.

O vice-governador do Estado, Givaldo Vieira, esteve no evento e comentou que os 48 anos de regulamentação da Administração e os 30 anos de criação do CRA do Espírito Santo, coincidem com o momento de crescimento econômico capixaba. “Foi na década de 70 e começo dos anos 80 que o Estado passou por sua transição econômica. O modelo adotado aumentou a necessidade por profissionais qualificados e as empresas, por sua vez, evoluíram na sua capacidade de produzir e prestar serviços”, disse.

Esse histórico também foi lembrado pelo conselheiro Federal de Administração, Adm. Hércules da Silva Falcão. “O trabalho no Espírito Santo começou como uma delegacia do CRA do Rio de Janeiro. Hoje, o CRA-ES se destaca dentro do Sistema por suas ações inovadoras e produtivas”, revelou.

As manifestações populares ocorridas em junho foram citadas pelo presidente do CRA-ES, Adm. Marcos Félix Loureiro. “As paralisações e greves ocorridas nos revela que a voz popular clama por melhorias em várias áreas públicas, exigindo ética, responsabilidade e transparência na administração. É exatamente em busca disso que o Conselho vai à campo, fiscalizando o exercício profissional, garantindo a lisura dos processos licitatórios dos órgãos públicos e defendendo a lei e a sociedade. Poderíamos contribuir muito mais se todos os cargos da administração pública e privada, que possuem atividades privativas do administrador, fossem ocupados por profissionais qualificados e registrados”, ressaltou.

Trajetória - As preocupações com o ensino de Administração no Brasil estão relacionadas por alguns autores à instalação de empresas multinacionais, a partir da década de 40. Na ocasião, o desenvolvimento produtivo do país intensificou a demanda por mão-de-obra qualificada para dar suporte às questões econômicas e administrativas.

À medida que o Brasil avançava nos campos social e industrial, tornou-se imprescindível a presença de profissionais para gerenciar diferentes funções de controle, análise e planejamento das atividades empresariais. Em 1952, foi criada no Rio de Janeiro a Escola Brasileira de Administração Pública (EBAP), pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O país foi o primeiro fora da América do Norte a ter um curso para a formação de Administradores.

Em 1965, no dia 09 de setembro, o então deputado federal Guerreiro Ramos conseguiu aprovar o seu projeto de lei nº4.769, que institucionalizou a profissão de administrador, reconhecendo legalmente o exercício da função no país.

Com a capacitação, o reconhecimento e a regularização da profissão de administrador, o Brasil pôde ver uma crescente melhoria em seus processos de gestão. Esses avanços lançaram as bases para que o País possa alcançar uma posição de destaque e liderança hoje, reivindicando e se posicionando diante de diversos acontecimentos em todo o globo.

Imagens - Clique na foto da matéria para acessar a galeria de imagens do evento.

Fonte: CRA-ES