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[ CRA-SC ] Encontro Catarinense de Gestores debate desafios do ensino-aprendizagem em Administração

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por imprensa 30/09/2014 16h37

Workshop realizado no dia 25 em Florianópolis também discutiu aspectos relacionados à gestão dos cursos

Fomentar reflexões sobre o ensino da Administração e os aspectos que contribuem para a geração de profissionais de excelência foi o principal objetivo do workshop promovido pelo Conselho Regional de Administração de Santa Catarina (CRA-SC), no último dia 25, em Florianópolis, durante o 1º Encontro Catarinense de Gestores. Na ocasião, o presidente do CRA-SC, Antonio Carlos de Souza, destacou a criação das câmaras setoriais como uma ferramenta de democratização da entidade, para que cada vez mais o debate sobre a profissão ganhe contribuição de outros agentes do segmento.

Para o professor e consultor Adm. Nério Amboni, mediador do debate, a formação na academia deve ser voltada à transformação, desenvolvendo o senso crítico e a noção de responsabilidade. “Atualmente, acredito que estamos fazendo o mínimo. As Instituições de Ensino Superior (IES) têm muita dificuldade ainda em lidar com conceitos como interdisciplinaridade e diferenciais competitivos”. Segundo Amboni, a academia deve alinhar as identidades regionais às características globais, para então definir o foco do curso e projetos o profissional que espera entregar para o mercado. “Para isso, é preciso que haja espaços como esse, onde podemos discutir tendências e problemas em comum, além de socializar boas práticas e prezar por uma formação sistêmica”, destacou.

O conselheiro do Conselho Consultivo da Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração (ANGRAD), Adm. Alexander Berndt, afirmou que a Administração deveria ser vista como uma ciência exata, reforçou a importância de recursos para viabilizar ações e qualificação dos professores e provocou reflexões acerca da gestão dos cursos nessa área. Berndt defendeu a importância do coordenador dos cursos e questionou os critérios de contratação dos mesmos. “Sabemos que, de modo geral, a escolha pode ser feita por amizade, promoção, rodízio, eleições, entre outros. De qualquer forma, acredito que esse profissional deve ter uma postura de gerente de produto, que entenda o mercado”.

Para o presidente do Conselho Federal de Administração, Sebastião Luiz de Mello, as IES devem formar profissionais que façam a diferença, mas para isso é preciso quebrar paradigmas históricos do segmento. Ao comentar o contexto da formação do Administrador, Mello apresentou uma evolução histórica das entidades regulamentadoras e das instituições de ensino, destacando o crescimento exponencial dos cursos tecnólogos. “Para alcançar a excelência, as escolas devem se conectar ao mundo real, se tornar mais abertas e participativas. Nesse novo contexto, o coordenador dos cursos deve ser um articulador”, indicou. O presidente do CFA ainda falou sobre a Certificação Profissional do Sistema CFA/CRAs como uma ferramenta que atesta a qualificação dos profissionais e representa um diferencial competitivo no mercado.

A importância de qualificação e atualização dos professores foi a principal ideia defendida pelo presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE/SC), Adm. Maurício Fernandes Pereira, que afirmou que os professores precisam inspirar os estudantes e isso não ocorre com a simples transmissão da teoria. “A prática é o que realmente faz conexão com o mundo real. Assim, esse profissional deve não só ter domínio do conteúdo e didática, mas também uma postura que leve em conta o contexto social e tecnológico em que os acadêmicos estão inseridos, levando em conta que eles também são protagonistas na construção do conhecimento”, afirmou.

Já o presidente da ANGRAD, Mario Cesar Barreto de Morais, resgatou alguns dados do IDEB em Santa Catarina para comentar sobre o perfil dos estudantes que estão chegando nas universidades. E provocou: “é preciso reconhecer que nosso ensino básico ainda é deficiente. Percebe-se muitos universitários ainda com pouca noção de alfabetização, conhecimento em Matemática e Português, assim como baixos índices de leitura. Qual é o reflexo disso no ensino superior”.

Comover para ensinar

Com a palestra “Ensinando o padre a rezar missa”, o professor e escritor Escobar Nogueira defendeu que o grande desafio dos educadores atualmente é comover e envolver seus alunos, de modo a gerar prazer no processo de ensino e aprendizagem. Para Nogueira, a principal ferramenta para repetir uma informação e torná-la atraente é por meio de histórias: “assim é possível fugir das abstrações que não permitem associação com a realidade dos estudantes”.

De acordo com o professor, o conhecimento é tão fundamental quanto a forma como ele é passado e, por isso, salientou a importância da reflexão sobre a prática. Para que a transmissão dessas informações se dê de maneira eficiente, é importante a utilização de exemplos factíveis, que tenham nexo com a vida real. “É fundamental também que o professor compreenda que ele lida com pessoas, as quais vivem em um contexto psico-social e que há aspectos intangíveis e inconscientes que precisam ser levados em consideração”, destacou.

 

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Presidente do CFA, Adm. Sebastião Mello

 

Fonte: CRA-SC