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Presidente do CRA-DF fala sobre trabalho em domicílio

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por paulo ” 18/08/2016 08h24

O engenheiro de software Adhemerval Zanella Netto não demora mais que 30 minutos entre a hora em que acorda e a que começa a trabalhar. Ele se levanta rotineiramente às 8h30, toma seu café da manhã, coloca uma roupa confortável e volta para o quarto: é hora de começar a jornada. O funcionário da IBM Brasil de 27 anos é um dos mais de 10 milhões de brasileiros que trocaram os escritórios pelo conforto do lar para exercer as atividades profissionais. A prática traz benefícios não apenas para os trabalhadores: reflete-se também para o contratante na forma de redução de despesas e de aumento de produtividade.

 

Na contracorrente dos pequenos empreendimentos que começam na garagem de casa e se mudam para os grandes escritórios, o chamado teletrabalho já está sendo explorado em multinacionais e em instituições públicas. A IBM é uma das pioneiras da prática no Brasil. A ideia de criar uma outra possibilidade de ambiente de trabalho foi ambicionada pelo avanço econômico, produtivo e de qualidade de vida pelo qual passam diversos países mundo afora. Segundo o Conselho Regional de Administração do Distrito Federal (CRA-DF), a economia do trabalho do domicílio, obtida principalmente com o fim de aluguéis de salas e de sua infraestrutura, é significativa. “Um dos maiores exemplos de sucesso é a Sun Microsystems, que deixa de gastar US$ 70 milhões por ano”, pontua o presidente Carlos Ferreira.

 

A palavra-chave para assumir um cargo a distância é responsabilidade. “O profissional deve ser disciplinado e equilibrado. Confiamos no trabalho dele. Não pode haver perder de foco”, define Carlos Ferreira, presidente do CRA/DF. Por isso, deve-se conhecer bem o perfil da pessoa antes de indicá-la à prática. “Tem que ser alguém de confiança, que conheça a empresa e os funcionários. Não pode ser uma escolha aleatória”, alerta Álvaro Mello, diretor da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt). As funções mais comuns assumidas são as de call center, criador de sistemas, editor de livros, consultor e trabalhador manual.

Palavra do especialista 

“Brasília sofre das mesmas mazelas dos grandes centros urbanos. E ainda temos um dos metros quadrados mais caros do país, o que torna muito oneroso manter as tradicionais estruturas físicas empresariais. Daí o surgimento de empresas em pequenas salas e com gestores e funcionários trabalhando em escritórios residenciais. Nosso território físico é muito pequeno, por isso a tendência é que Brasília seja uma das mais vocacionadas para a aplicação do teletrabalho. O alto poder aquisitivo da nossa população cria as condições favoráveis a essa adoção, pois tecnologia é coisa comum na cidade, nas organizações e nas casas”.

Carlos Ferreira, presidente do CRA-DF

 

Fonte: Correio Braziliense (clique aqui para acessar a reportagem na íntegra)