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[ CFA ] Temer é a última instância no respeito a Administração brasileira

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por imprensa 15/07/2016 10h57
Aprovados no Congresso, projetos podem criar cargos que infringem a Lei do Administrador no país. Presidente é a única esperança de justiça profissional

A comunidade da Administração brasileira sentiu forte o golpe desferido na última terça-feira (12) no Senado da República. Após meses de luta para modificar textos em desacordo a Carta Magna da profissão, os Administradores assistiram sua aprovação atônitos. Agora os projetos caminham para a sanção, ou veto, do presidente em exercício Michel Temer. O chefe do Executivo configura-se a última esperança da classe.

Líderes da base governista e da oposição entraram em acordo pela aprovação dos projetos que, no período em que esteve na Câmara, foram batizados de ‘pauta bomba’. O conjunto de textos previa o reajuste salarial de servidores da União, além da criação de novos cargos públicos. É justamente neste último ponto que a Administração sai lesionada.

Dentre os 14 mil cargos criados acessíveis a qualquer profissional de nível superior, estão os de ‘analista de pessoal’ e ‘analista de logística’. As áreas são campos privativos do Administrador, de acordo com a Lei 4769/1965 que regulamenta a profissão, e a criação dos postos configura ato em desacordo com a legislação. O presidente do Conselho Federal de Administração (CFA) Sebastião Luiz de Mello não conteve o descontentamento: “o atraso do país passa pela crença de que todos são aptos a tudo. Imagina se eu, Administrador, me meter a projetar edifícios, certamente não veria uma edificação de pé”, contextualizou.

O presidente da autarquia e a Comissão Especial de Ação Parlamentar do CFA, liderada pelo conselheiro federal Rogério Ramos, conseguiram apoio de senadores para apresentação de emendas aos projetos antagônicos a Lei 4769. Os senadores Vicentinho Alves (PR-TO), Waldemir Moka (PMDB-MS) e Pedro Chaves (PSC-MS) chegaram a apresentar as retificações; em vão. Com o acordo firmado na Casa, qualquer atitude que infligisse maior morosidade ao processo foi rechaçada. “A decisão, além de dispendiosa para a União, é um desrespeito ao Administrador e um desserviço ao país. Dessa forma, o que impera é o amadorismo e a vandalismo à coisa pública”, desabafou Rogério.

Após passar pela Câmara e pelo Senado, o pacote de projetos segue para as mãos do chefe do Executivo. Caberá a Michel Temer analisar cada peça para, de acordo com o seu entendimento, aplicar-lhes sanção ou veto. O respeito ao profissional e a profissão de Administração no país, agora, é de livre decisão de Sua Excelência, o presidente da República.

 

Assessoria de Comunicação CFA