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XIV FIA – O futuro da gestão em um mundo em mutação

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por imprensa 19/05/2015 12h53

O professor doutor em Administração da Fundação Dom Cabral, Paulo Vicente dos Santos Alves encerrou a manhã do segundo dia do XIV Fórum Internacional de Administração (FIA) com a palestra magna “Novos modelos de gestão – como as organizações modernas estão se formatando para enfrentar os desafios da sociedade em mudança”. O painel foi mediado pelo presidente da Faetec, Adm. Wagner Victer.

Durante a palestra, Paulo fez uma revisão de prioridades na integração de estratégias, estruturas, sistemas e culturas para prover meios e resultados compatíveis com os objetivos emergentes de todas as partes interessadas no sucesso organizacional. Ele explicou que o mundo está em constante mutação, pressionando os países a mudarem suas estratégias.

Paulo afirmou, ainda, que o mundo está vivendo uma terceira corrida colonial. A busca por recursos naturais obrigará o Brasil a repensar seus modelos de agroindústria. Ele prevê, também, crises potenciais para os próximos anos: crise das aposentadorias, degelo das geleiras, mudança da matriz energética, Estados ineficientes e ineficazes e terrorismo e conflito mundiais.

No caso do Brasil, ele adianta que o país tende a quebrar a cada final de ciclo de Kondratieff – os ciclos indicam os efeitos cíclicos da economia mundial -, o que deve acontecer nos próximos anos. “Isso vai forçar o país a se reinventar, a repensar novas estruturas e, principalmente, a entender as necessidades da classe média que, cada vez mais, se posiciona socialmente lutando para que se faça mais com menos”, afirmou, chamando a atenção para outro fato importante: a de que o Brasil ainda surfa na onda do consumo e commodities. “O problema do Brasil não é falta de dinheiro, é falta de cérebro”, alertou.

Ao contrário do Brasil, há países, principalmente na Ásia, que investem importantes somas em pesquisas em robotização. Essa aposta multibilionária vai destruir com vários empregos. Na construção civil, por exemplo, será possível construir empreendimentos por meio de máquinas. De acordo com Paulo, isso vai obrigar os países a investirem em educação e a gestão de recursos humanos tornar-se-á gestão de recursos autônomos. “Essa robotização vai acabar com alguns empregos, mas outros surgirão no lugar”, disse.

A previsão para um futuro não muito distante obrigará as organizações a desenvolverem novas competências, a resolver problemas, a lidar cm gente e a ter criatividade. “A evolução é inevitável e necessária, levando a destruição criativa, levando a inovação, mutação e adaptação. Sobreviverá quem estiver melhor adaptado. Adapte-se ou morra”, finalizou Paulo Vicente.

Programação paralela

O XIV acontece no Vivo Rio, mas no Museu de Arte Moderna (MAM) também está sendo palco de painéis, debates e apresentação de casos de sucesso.

As apresentações dos painéis no MAM acontecem paralelamente à programação que ocorre no Vivo Rio.  Os painéis abordam debates de temas de grande relevância para a área administrativa e para sociedade como um todo.

Acompanhe a transmissão do XIV FIA pelos canais de comunicação CFA: CFATVRádio ADM. Visite o site www.fia2015.com.br e acompanhe a atualização da programação sobre oportunidades educacionais, atividades culturais e sociais, hospedagem, informações úteis e muito mais.

O XIV FIA também terá transmissão da TV CRA-RJ e da Rádio CRA-RJ. Mais informações no site http://www.cra-rj.adm.br/.

 Ana Graciele Gonçalves

Assessoria de Imprensa CFA