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XXIV ENBRA - XXIV ENBRA/Mundial discute a economia mundial

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por imprensa 04/09/2015 17h26

A programação desta sexta-feira no XXIV Encontro Brasileiro de Administração (ENBRA) e do XI Congresso Mundial de Administração foi encerrada com a conferência dupla “Cenários econômicos do Brasil e a macroeconomia mundial” que foi apresentada pela economista chefe da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS (Fecomércio-RS) e pelo gerente de Análise Econômica e Riscos de Mercado do banco Cooperativo Sicredi, Econ. Alexandre Barbosa. A palestra foi mediada pela jornalista Marta Sfredo.

Um panorama da economia mundial foi apresentado por Alexandre. De acordo em o palestrante, parte da desvalorização do real visto nesse ano é, na verdade, uma valorização do dólar, resultado da recuperação da crise que aconteceu nos Estados Unidos aos atrás. A inflação naquele país manteve-se baixa, permitindo que o Banco Central americano não elevasse, até o momento, os juros. “Mas esses juros tendem a aumentar nos próximos dias e deve ser anunciado ao mundo com muita cautela”, disse.

Na Europa, a economia ainda está enfraquecida. A taxa de emprego é alta e a crise deve ser mais duradoura. Entretanto, já há alguns sinais de recuperação. Já na China, que é um dos principais parceiros do Brasil, vem demonstrando certa desaceleração. Percebe-se que há um movimento para mudar o perfil do crescimento chinês de menos indústria e investimento para mais serviços e consumo. “É possível ter uma crise naquele país, mas na minha expectativa é de um crescimento cada vez mais lento, de 6% em 2016 e cada vez menor nos anos seguintes”, prospectou Alexandre.

Para Patrícia, o Brasil viveu tempos bons. “O PIB cresceu consideravelmente até 2008, quando teve uma parada brusca do crescimento”, afirmou. Hoje o cenário é complicado, onde uma crise econômica alimenta uma crise política, caminhando para uma crise institucional. Para a recuperação acontecer seria preciso, segundo ela, a conjugação de três fatores: governo forte, Congresso comprometido e sociedade consciente de que seus gastos são feitos a partir dos seus tributos. Patrícia adianta que os próximos anos serão de baixo crescimento. “O orçamento que foi apresentado na ultima segunda-feira, é deficitário que mostra o descompromisso do governo de fazer o ajuste pela parte das despesas”, explica, lembrando que os governos são reflexos da sociedade. “Se quisermos que eles sejam mais responsáveis, precisamos cobrar. Se o governo não cortar gastos, haverá perdas que impactarão principalmente aos mais pobres”, finalizou.

Ana Graciele Gonçalves

Assessoria de Imprensa CFA